FAO quer fortalecer organizações de produtores florestais

FAO quer fortalecer organizações de produtores florestais

Agência da ONU disse que iniciativa vai contribuir para redução da pobreza e melhorar vida dos pequenos agricultores da região; organização diz que milhões de pessoas dependem das florestas para sobrevivência.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*    

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, quer fortalecer as organizações de produtores florestais para reduzir a pobreza.

Segundo a FAO, a iniciativa vai contribuir também para melhorar a vida e o desenvolvimento económico de pequenos produtores e agricultores que vivem em regiões de florestas.

Conferência

A declaração foi feita esta segunda-feira durante a Conferência Internacional sobre o tipo de entidades, que está a ser realizada em Guilin, na China.

A FAO referiu que fazer parte de organizações de produtores dá aos indivíduos mais acesso aos mercados, mais força para negociar e voz na criação de novas políticas de desenvolvimento.

A agência da ONU diz que centenas de milhões de pessoas dependem das florestas para sobreviver. Apesar dos benefícios, tais organizações ainda não são comuns ou reconhecidas como outros grupos no setor agrícola.

O gestor para Florestas e Propriedades Agrícolas, Jeffrey Campbell, afirmou que “devido ao aumento dos riscos gerados pelas mudanças climáticas os agricultores vão se beneficiar do apoio para diversificar as suas atividades de subsistência.” 

Campbell faz parte do grupo formado por uma parceria entre a FAO, o Instituto Internacional para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente e a União Internacional para a Conservação da Natureza. 

Projetos

Para demonstrar a força das comunidades de produtores, a FAO citou vários projetos no relatório apresentado na Conferência na China.

Entre eles estão iniciativas de plantadores de árvores na Guatemala. O grupo decidiu negociar diretamente com as companhias, eliminando os seus intermediários, que ficavam com uma parte do lucro.

Na China, o comércio direto dos produtores para a venda de bambú ajudou o grupo a conseguir um maior acesso aos empréstimos bancários.

Na Namíbia, o sucesso foi registado entre os produtores que plantam a marula, um fruto nutritivo usado para cozinhar e na fabricação de produtos de beleza.

*Apresentação: Denise Costa.