Conselho de Segurança debate ameaças na África Central

25 novembro 2013

Enviado especial da ONU pediu atenção da comunidade internacional para eliminar o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor; Abou Moussa quer apoio também para combater insegurança, pirataria, contrabando e proliferação de armas na região.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O enviado especial da ONU para a África Central pediu atenção da comunidade internacional para que seja eliminado o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor, LRA.

No relatório apresentado, esta segunda-feira, ao Conselho de Segurança, Abou Moussa deixou claro que é necessário um foco global permanente para erradicar ameaças que arruínam a região há anos.

Segurança e Pirataria

Moussa disse que tais ameaças vão desde a crise de segurança na República Centro-Africana à pirataria no Golfo da Guiné, incluindo o que chamou de ameaça terrorista imposta pelo LRA.

Moussa, que também é o chefe do Escritório Regional da ONU para a África Central, Unoca, afirmou que a pirataria e os assaltos armados no Golfo da Guiné já ultrapassaram os casos registados no Golfo de Aden, no litoral da Somália.

Ele disse ainda aos membros do Conselho de Segurança que o terrorismo e o extremismo ameaçam outras subregiões,  tendo citado o exemplo do grupo de milícias Boko Haram que tem como base a Nigéria, mas atua também nos Camarões.

Unoca

Moussa afirmou que o Unoca continua a trabalhar com os países da região em questões de segurança e a participar nos esforços diplomáticos com o enviado especial da União Africana para combater o LRA.

As autoridades citaram o progresso alcançado na região com a decisão do grupo rebelde M23 de baixar as armas nas suas operações na República Democrática do Congo.

O representante do Togo afirmou, na reunião, que a iniciativa para derrotar o M23 faz parte da estratégia da ONU para restabelecer a paz, a segurança e a cooperação não só no país mas na região dos Grandes Lagos.

Mas a tentativa de reorganização do Exército de Resistência do Senhor e o golpe de Estado na República Centro-Africana continuam a ser vistos como um “grande revés.”

*Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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