Matas tanzanianas abrigam migrantes em situação irregular, diz OIM

22 novembro 2013

Agência cita relatos de funcionários a trabalhar no terreno; autoridades do país expulsaram cidadãos dos vizinhos Ruanda, Burundi e Uganda, após fim do ultimato para que deixassem o país até princípios de agosto.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, citou relatos de existência de muitos migrantes ilegais escondidos nas matas da Tanzânia com pouca comida ou água e a sobreviver de frutos silvestres.

A expectativa é que situação se normalize, após uma ordem das autoridades tanzanianas para que milhares de cidadãos sem documentos do Ruanda, do Burundi e do Uganda saíssem no país até 2 de agosto.

Centros

A agência refere que embora tenha ocorrido uma diminuição gradual das expulsões, as condições de vários originários dos países visados eram precárias, principalmente os que eram mantidos em centros de trânsito.

Com as chuvas fortes mulheres vulneráveis, crianças e doentes tinham pouco ou nenhum abrigo e estavam expostos ao alto risco de contrair doenças respiratórias e diarreias.

Nos centros de trânsito situados na fronteira do Burundi e do Uganda, não há serviços de emergência, incluindo cuidados primários de saúde nas áreas pré e pós-natal, além da vacinação infantil.

Afluência

Funcionários da OIM no Burundi, que recebeu o maior número de retornados, dizem que o país não estava preparado para a dimensão da afluência repentina.

A agência anunciou que apoia a reinstalação de 1,1 mil refugiados recém-chegados ao país, que não tinham quaisquer ligações após terem imigrado há várias décadas.

 

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