Cplp: Onusida encoraja intercâmbio e ação conjunta para lograr sucessos

22 novembro 2013

Agência sugere plataforma de intercâmbio para grupo de oito nações; em entrevista à Rádio ONU diretor executivo adjunto realça exemplos do Brasil no combate ao vírus.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU e Nova Iorque.

O diretor executivo adjunto do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, disse acreditar que ações em bloco acelerarem o combate à epidemia na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp.

Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, de Genebra, Luiz Loures afirmou que os benefícios poderiam abranger áreas como a negociação de preços de medicamentos para travar o progresso do vírus.

Negociação

“A Cplp, que cuida dos países de língua portuguesa, tem um papel crucial em possibilitar essa plataforma de intercâmbio. Mas também de ação conjunta em relação à epidemia da sida. Por exemplo, a questão de preços de drogas e de acesso pode ser tratada por um conjunto de países. Negociar preços em conjunto pode ser mais eficiente do que uma negociação individual, por exemplo”, explicou.

Um relatório da agência aponta que até 2012, cerca de 62% das grávidas que vivem com o HIV tiveram acesso a medicamentos antirretrovirais em todo o mundo. Moçambique está no grupo de nações com uma cobertura superior a 80%.

Brasil

Por outro lado,  Angola e Guiné-Bissau aparecem entre os países que conseguiram medicar menos de metade das gestantes que precisavam da terapia.

Loures destacou que em vários Estados,  tabus e leis nacionais são impedimentos, mas manifestou otimismo com a partilha de experiências de sucesso como a do Brasil

Resposta

“É o primeiro país no sul que avançou com a adição das novas guias para tratamento. O Brasil está explorando outras estratégias mais inovadoras, principalmente do ponto de vista da focalização da resposta à sida nos locais e para as as populações que mais necessitam. Nós, continuamos no Onusida com uma grande expectativa e tentamos disseminar os exemplos do Brasil no restante do mundo, e de uma forma muito particular nos países de língua portuguesa”, referiu.

O tratamento do HIV em países de baixa e média renda chega a somente 34% dos 28,6 milhões de pessoas elegíveis, em 2013.

Para o Onusida, o rápido aumento de pessoas tratadas pode ajudar o mundo a atingir a meta de acabar com a epidemia, se for associado ao aumento continuado da eficácia dos esforços de prevenção do vírus.

 

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