Mais de 35 milhões convivem com HIV em todo o mundo, diz Onusida

20 novembro 2013

De acordo com agência da ONU, 50 mulheres jovens são infetadas por hora; Angola, Guiné-Bissau citados pela agência pela falta de acesso de gestantes ao tratamento contra o HIV.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As novas infeções com o HIV em adultos e crianças reduziram em cerca de 33% entre 2001 e 2012.

De acordo com o Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, cerca de 2,3 milhões de pessoas foram infetadas no período. Os casos de contaminação de menores caíram em mais de metade.

Menos Infetados

Nos dados mais recentes sobre a doença, a agência destaca que 35,3 milhões de pessoas convivem atualmente com o vírus da sida.

Falando, em Genebra, no lançamento do documento “A Sida pelos Números”, em tradução livre, o diretor executivo do Onusida, destacou o desafio de acesso aos necessitados.

Promessa

Michel Sidibé informou que 50 mulheres jovens são infetadas por hora e que cada pessoa conta. O representante disse que isso justifica os esforços adicionais. Ele disse que deve ser mantida a promessa de não se deixar ninguém para trás, além de garantir que os serviços cheguem a todos que precisam.

A preocupação prende-se também com as dificuldades em reduzir os casos de HIV/Sida em regiões como Europa do Leste, Ásia Central, Médio Oriente e África do Norte.

Entretanto, dos 2,6 milhões de seropositivos em 2001, a África subsaariana passou para menos  1 milhão de infetados em 2012. A baixa registada na região mais assolada do mundo corresponde a cerca de 40%.

Gestantes

O Onusida menciona os lusófonos Angola e Guiné-Bissau pelo facto de menos de metade das gestantes estarem a receber tratamento contra o HIV. Já Moçambique, está no grupo de nações com 80% de grávidas que têm acesso à terapia.

A discriminação e o acesso inadequado a serviços essenciais e aos medicamentos de HIV para grupos de alto risco estariam por detrás do aumento do número de novas infeções pelo HIV.

Desde 2006, a Europa Oriental e a Ásia Central registaram mais 13% de novas infeções por HIV. No Médio Oriente e na África do Norte as infeções ultrapassaram o dobro desde 2001.

Falhas

Para as crianças que convivem com o vírus, a preocupação do Onusida é com a ocorrência de falhas de tratamento persistentes. Num ano, mais 14% dos menores passaram a receber terapia antirretroviral.

A inquietação da agência também aumenta em relação ao crescente número de pessoas com 50 anos ou mais que vivem com o HIV,  que são incapazes de ter acesso ao tratamento e outros serviços.

Tratamento

O estudo aponta para uma queda de 30% nas mortes globais relacionadas com a sida, em relação ao pico registado em 2005.

O sucesso é atribuído à expansão do acesso ao tratamento antiretroviral, que até ao fim de 2012 chegava a 9,7 milhões de pessoas em países de baixa e média renda. Em apenas um ano, o número de beneficiários subiu em quase 20%.

Na América Latina, 86 mil pessoas foram contamindas em 2012 , no que representa 11% a menos dos registsos de 2001. A região também diminuiu as mortes relacionadas à sida em 37%.

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