Imigrantes contribuem com € 13,3 milhões para a Itália, diz relatório

20 novembro 2013

Em 2012, total de participação no Produto Interno Bruto do país foi de 12%; estudo apoiado pela OIM observa que nacionais optam cada vez mais por funções que exigem pouca qualificação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 5 milhões de trabalhadores imigrantes na Itália pagam anualmente  € 13,3 milhões em impostos ao país, revela um estudo apoiado pela Organização Internacional para as Migrações, OIM.

No ano passado, a força de trabalho estrangeira contribuiu ainda com 12% do Produto Interno Bruto italiano. O grupo representa 7,4% dos habitantes no país europeu.

Receitas

De África, Marrocos é o país de origem de 6,4% do total dos migrantes, a seguir à Roménia e à Albânia. Os marroquinos enviaram € 242, 5 milhões de receitas à sua terra.

A agência da ONU participou na última edição da pesquisa, que inclui dados do Escritório Nacional contra a Discriminação Racial e do Centro de Estudos e Pesquisas.

A OIM destaca que a contribuição económica estrangeira contraria a teoria de que os imigrantes trazem um custo adicional para o país de acolhimento.

Equilíbrio

Entre 2008 e 2011, a taxa de desemprego teve um aumento de cerca de 5,6 pontos percentuais para os atuais 14,1%, revela o relatório.

O documento chama a atenção para o que considera “mudança lenta no equilíbrio entre a ocupação dos italianos e dos estrangeiros”, como efeito da crise económica.

Os italianos estão cada vez mais dispostos a trabalhar em tarefas como limpeza de prédios, minas, pedreiras ou ainda como operadores de fabricas, antes tidos como tarefa exclusiva de migrantes.

No ano passado, tais áreas tiveram grande fluxo de italianos que também optaram por se tornar vendedores ambulantes, vidreiros, ceramistas ou prestar cuidado aos animais.

 

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