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Ocha: “aumentou para 13 milhões os atingidos pelo tufão Haiyan” BR

Ocha: “aumentou para 13 milhões os atingidos pelo tufão Haiyan”

Ocha afirmou que 4 milhões de pessoas estão desabrigadas nas Filipinas; PMA enviou comida suficiente para alimentar 1,9 milhão; OMS disse que 22 equipes médicas internacionais estão trabalhando no país.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, informou que aumentou para 13 milhões o número de pessoas atingidas pelo tufão Haiyan, nas Filipinas.

Segundo dados do governo filipino, 4 milhões estão desabrigados. Mais de 392 mil pessoas vivem em abrigos de emergência.

Destruição

O Ocha disse que 1,1 milhão de casas sofreram danos na passagem da tempestade, mais da metade foram destruídas.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que 22 equipes médicas internacionais estão trabalhando nas regiões mais atingidas nas Filipinas. Segundo a agência da ONU, 12 outras equipes estão a caminho ou aguardando embarque para o país.

A OMS informou que os médicos têm condições de prestar desde simples atendimentos de emergência até cesarianas e cirurgias mais complicadas.

Informações

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, vai começar a coletar informações das pessoas deslocadas na região de Tacloban, uma das mais afetadas pelo tufão.

O objetivo do Acnur é saber a localização e as necessidades dessas pessoas para garantir a entrega de ajuda humanitária e evitar incidentes.

Esse sistema de monitoramento e proteção das pessoas deve se expandir por outras áreas atingidas pela tempestade.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, doou US$ 5 milhões para iniciar os trabalhos de remoção dos destroços deixados pelo Haiyan.

A limpeza das ruas é a primeira de várias ações que o Pnud quer implementar nas Filipinas para ajudar às pessoas que perderam tudo na tragédia.

Empregos

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, se uniu ao governo filipino para implementar um programa de empregos para a população do país.

Calcula-se que 5 milhões de trabalhadores filipinos foram afetados de alguma forma pela tempestade. Isso representa 25% de toda a força de trabalho do país.

O programa já está em operação em várias regiões. Segundo a OIT, o trabalho de reconstrução pela frente é muito grande.

Os empregos de emergência são vitais para limpar as estradas, para restaurar prédios públicos e privados e para reformar a infraestrutura geral.