ONU alerta para perigos da violência retaliatória no Sudão do Sul

ONU alerta para perigos da violência retaliatória no Sudão do Sul

Estado de Jonglei é marcado por conflitos entre comunidades e registou ataques mortíferos a 20 de outubro; missão da ONU promete relatório sobre alegações de abusos de direitos humanos por forças de segurança.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas chamaram a atenção internacional para o que chamam de ciclo vicioso de violência retaliatória no Sudão do Sul, num informe apresentado ao Conselho de Segurança.

De acordo com a chefe da Missão da ONU no país, Hilde Johnson, os atos representam riscos significativos para os esforços do Governo com vista a estabilizar o estado de Jonglei no centro-leste.

Conflitos 

A representante deu conta de relatos de supostos ataques e raptos levados a cabo no estado de Equatoria Ocidental por rebeldes ugandeses do Exército de Resistência do Senhor, LRA. Os incidentes ocorrem pela primeira vez após a independência do país, há mais de dois anos.

O relatório aponta também para ataques com mortes significativas verificados a 20 de outubro passado no condado deTwic East.

Como alertou, estes aliados às tensões e às possíveis retaliações entre as comunidades Lou Nuer e Anyuak, em Akobo e em outros municípios, podem levar a mais instabilidade no estado.

Desafios

As violações de direitos humanos alegadamente levados a cabo pelas forças de segurança foram também citadas como desafios no Sudão do Sul.

Os atos incluem detenções arbitrárias e prolongadas, o uso excessivo da força, aliado a assassinatos e indisciplina por parte dos policiais e de suas corporações.

Além disso foram referidos incidentes de interferências com direitos de expressão, associação e reunião. Um relatório sobre a questão deve ser publicado no princípio do próximo ano.