OMS quer lançar próxima geração de vacinas contra malária até 2030
BR

14 novembro 2013

Agência da ONU e parceiros disseram que mundo deve ter medicamentos que reduzam os casos da doença em 75%; todos os anos são registrados 219 milhões de casos de malária, 660 mil pessoas morrem por causa da doença.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer lançar a segunda geração de vacinas contra a malária até 2030.

A iniciativa consta do “Mapa Tecnológico da Vacina contra a Malária”, lançado nesta quinta-feira, na Conferência da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene, em Washington, DC.

Objetivo

O objetivo geral é que o mundo tenha uma vacina capaz de reduzir em 75% os casos da doença e consequentemente eliminar o problema até 2015. A meta é que ela possa ser usada em todas as áreas consideradas endêmicas, Américas, África e Ásia.

Segundo dados de 2010 da OMS, a malária matou 660 mil pessoas no mundo inteiro. Foram registrados 219 milhões de casos globais.

Na última década, a adoção das medidas de controle recomendadas pela organização ajudaram a reduzir em 26% as mortes causadas pela doença.

Testes Clínicos

Ao mesmo tempo em que planeja a próxima geração de vacinas contra a malária, a OMS disse que tem, neste momento, 27 medicamentos sendo testados clinicamente.

O que está em estágio mais avançado é o chamado RTS,S/AS01. Os resultados finais da fase 3 devem ser divulgados dentro de dois anos.

Dependendo da conclusão dessas análises, a organização pode recomendar a vacina até o final de 2015.

Controle e Erradicação

Ainda segundo a OMS, dos 99 países onde a malária é considerada endêmica, 10 nações estão em fase de erradicação da doença. No Brasil, a organização afirmou que a situação é de controle, assim como na maioria dos países africanos.

A agência da ONU calcula que 3,3 bilhões de pessoas no mundo correm o risco de contrair malária, especialmente na África subsaariana.

A OMS acredita que aproximadamente 50% das nações que lutam contra a doença estão no caminho para reduzir as infecções em 75% até 2015, comparado com os níveis de 2000.

 

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