Moçambique carece de infraestruturas para tratar diabetes, diz associação

14 novembro 2013

Declaração foi feita no Dia Mundial da Diabetes, assinalado a 14 de novembro; líder da entidade no país e médico endocrinologista destaca grande aumento de afiliados em oito anos.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

A Associação Moçambicana de Diabetes revelou que a sua prioridade é apostar no melhoramento das condições das atuais infraestruturas que acolhem as pessoas que vivem com a condição.

Neste 14 de novembro, o mundo marca o Dia Mundial da Diabetes, sob o tema “Diabetes: Proteger o nosso futuro”.

Desafios

Falando à Rádio ONU, de Maputo, o presidente da agremiação, Armindo Tiago, confirmou o aumento do número de casos de doentes nos últimos anos. O também médico endocrinologista destacou como exemplo a subida de 500 doentes filiados ao grupo, em 2005, para os atuais 8,5 mil.

“Temos o desafio no concernente a infraestrutura. Nos funcionamos numa infraestrutura que o hospital central nos alugou, é uma infraestrutura completamente degradada, quando chove entra água e portanto o maior desafio neste momento, não é humano, mas é um desafio de onde nos podemos prestar o nosso trabalho aos doentes diabéticos.”

Prevenção

Já a responsável da área da prevenção e controlo de doenças não transmissíveis na Organização Mundial de Saúde, Raquel Dulce Mahoque, afirma que a maior preocupação é a prevenção. O objetivo é minimizar o número de pessoas vivendo com a diabetes.

“Segundo os últimos estudos tem uma prevalência de 3% dos indivíduos em Moçambique apresentam casos de diabetes. Só dados de 2011 referiram cerca de 120 amputações por diabetes nos hospitais a nível do pais. E os casos de consulta creio que os números estão a ficar muito altos porque as pessoas estão a ficar sensibilizadas e se dirigem se mais as unidades sanitárias.”

Educação

Para a Associação Moçambicana de Diabetes afirma, a disseminação de informação sobre a doença é também uma das formas de prevenção. Mas a intenção é limitada pela escassez de recursos financeiros.

“Ainda não encontramos parceiros que nos ajudem a imprimir esse material nas áreas de sinais e sintomas, de exercícios, alimentação adequada, uma vez que tenhamos este material impresso, o nosso objectivo e distribui-lo a nível nacional para garantir que as pessoas primeiro saibam o que e diabetes, segundo também aqueles que não tem sejam capazes de saber como prevenir a doença.”

Tabu

Como referiu, a diabetes continua a ser tabu para algumas pessoas, sendo o maior o seu tratamento.

As Nações Unidas estimam que 350 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo inteiro. Para fazer frente ao problema, o apelo é o combate com ações individuais ou coletivas para prevenir e controlar a doença.