FAO-OMS: “reformar os sistemas de alimentos para melhorar nutrição”
BR

13 novembro 2013

Especialistas das agências da ONU querem melhorar a coordenação dos esforços internacionais para atacar os fatores que influenciam negativamente o que as pessoas comem.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, querem transformar os sistemas de alimentos para melhorar a nutrição.

Especialistas das agências da ONU estão reunidos em Roma, Itália, até sexta-feira para traçar a base do trabalho que será apresentado na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, Icn2, pela sigla em inglês, marcada para novembro de 2014. 

População Mundial

Segundo a FAO e a OMS, sérios problemas de nutrição atingem mais da metade da população mundial e os sistemas de alimentação terão de passar por uma reforma significativa para melhorar a dieta e a vida das pessoas.

O objetivo desse encontro é aumentar a coordenação dos esforços internacionais para atacar vários fatores.

Nessa linha estão a agricultura, a economia, a saúde e o sistema de alimentos que influenciam de forma negativa o que e como as pessoas comem, principalmente, nos países em desenvolvimento.

Fracasso

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, disse que está claro que a forma como os alimentos são controlados atualmente fracassou em atingir avanços em relação à nutrição.

Para Graziano da Silva, o mais chocante é que 840 milhões de pessoas continuam passando fome apesar do fato de o mundo já produzir comida suficiente para todos e desperdiçar um terço dela.

Segundo o chefe da FAO, o total de comida que vai parar no lixo daria para alimentar mais 2 bilhões de pessoas.

Nutrição Inadequada

Os dados da ONU mostram que enquanto 842 milhões de pessoas passam fome no mundo, muitas outras morrem ou sofrem dos efeitos de uma nutrição inadequada.

A FAO e a OMS afirmam que aproximadamente 2 bilhões de pessoas sofrem de alguma forma de desnutrição, 7 milhões de crianças morrem, anualmente, antes de completar os cinco anos.

As organizações alertam que 162 milhões de crianças até cinco anos têm atrofia, ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas são consideradas obesas.

Além da ONU e suas agências, cerca de 300 especialistas e representantes de países estão participando da reunião em Roma, junto com membros de organizações intergovernamentais, sociedade civil, setor privado e associações de consumidores.

 

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