Material de telecomunicações de emergência enviado para as Filipinas

13 novembro 2013

Prioridade de equipamento via satélite é agilizar operações de procura e resgate; UIT diz que reparação da infraestrutura levaria semanas ou meses devido a danos do tufão Haiyan; destruição de pistas de aterragem, portos e estradas condiciona acesso a medicamentos. 

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Diverso equipamento de telecomunicações de emergência via satélite foi enviado às áreas afetadas pelo tufão Haiyan nas Filipinas.

A informação foi dada, esta quarta-feira, pela União Internacional para as Telecomunicações, UIT, que pretende ajudar a restabelecer as ligações tidas como vitais para ações de busca e salvamento.

Reparação

A agência destacou que os danos causados à infraestrutura básica do setor dificultam uma avaliação rápida. As autoridades ainda estão por determinar o número de vítimas causadas pela tragédia, que se estima que tenha afetado 11,3 milhões de pessoas.

De acordo com a UIT, a reparação da infraestrutura física do setor poderia levar semanas ou meses devido à extensão dos danos causados pela tempestade que abalou o país na última sexta-feira.

Contactos 

Além de garantir serviços essenciais para as operações de procura e resgate via satélite, pretende-se igualmente responder à necessidade de as famílias retomarem os seus contactos.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que o alcance dos seus objetivos continua a ser desafiador, apesar ter recebido pessoal e suprimentos para as Filipinas. As dificuldades prendem-se com a logística devido à destruição de pistas de aterragem, de portos e de estradas.

Faltam medicamentos e suprimentos médicos para as equipas de emergência, da agência e de outras entidades, que estão posicionadas ou seguem a caminho das áreas mais atingidas pelo tufão. O material já chegou à ilha central de Cebu, mas deve ser enviado para as áreas que mais precisam.

Apelo

As equipas são de países como Austrália, Bélgica, Alemanha, Hungria, Japão, Nova Zelândia, Suíça e Estados Unidos. Duas outras já estão  posicionadas na cidade de Tacloban, considerada a área mais afetada.

Nesta terça-feira, a ONU e os seus parceiros lançaram um apelo de US$ 301 milhões, a serem usados para fornecer assistência humanitária aos afetados pela tempestade que deixou 800 mil desabrigados.

 

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