Zâmbia entra em fase crítica na resposta ao HIV, afirma Onusida

13 novembro 2013

Delegação da agência visitou o país recentemente para saber melhor sobre sucessos e desafios; 13% da população adulta vive com o vírus da sida.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Uma delegação internacional do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida fez uma visita recente à Zâmbia. A meta era conhecer mais sobre os sucessos e desafios de um país onde quase 13% da população adulta convive com o vírus.

Segundo o vice-diretor do Onusida, Jan Beagle, a resposta da Zâmbia está num “ponto crítico”, e o momento não é para que o país seja complacente quanto à epidemia do HIV.

Jovens

O Onusida nota progressos significativos na redução da prevalência do vírus e no aumento do acesso ao tratamento. A agência da ONU destaca ainda a redução de novas infecções entre crianças zambianas.

Mas ainda ocorre um crescimento de novas infecções entre jovens, baixas taxas de testes de HIV e falta de acesso aos serviços.

A delegação que visitou a Zâmbia incluiu representantes de países como Austrália, Brasil, Congo, Índia, Noruega, Polónia e Zimbábue, além de delegados de ONGs e da Onusida. 

Combate

A equipa manteve encontros com vários representantes da Zâmbia incluindo o vice-presidente, a primeira-dama e o ministro da Saúde. O Onusida explica que as reuniões forneceram à delegação a oportunidade de discutir a importância da responsabilidade compartilhada e da solidariedade global para combater a sida.

O vice-diretor da agência elogiou o desenvolvimento de um caso de investimento nacional, que explora o que é necessário para uma resposta eficaz ao HIV, focada em resultados.

A primeira-dama Christine Kaseb ressaltou a necessidade de tratar o vírus como um imperativo de saúde pública, com muita atenção aos direitos, vulnerabilidades e nas necessidades de mulheres, meninas e homens homossexuais.

Realidade

Na Zâmbia, a delegação do Onusida também verificou de perto a realidade da epidemia, em visitas a pessoas afetadas pelo HIV em prisões, clínicas e escolas.

A equipa participou de uma aula de educação sexual e encontrou com jovens que convivem com a sida, que estavam dispostos a discutir sexualidade e proteger sua saúde, além de garantir um futuro saudável para a próxima geração zambiana.

O vice-chefe do Onusida, Jan Beagle, concluiu que a visita à Zâmbia foi o que considera uma excelente oportunidade para ver os desafios da epidemia em África e o impacto positivo do trabalho da agência.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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