Tufão Haiyan: Nações Unidas elogiam preparação do Vietname

Tufão Haiyan: Nações Unidas elogiam preparação do Vietname

Pelo menos 800 mil pessoas foram retiradas das áreas propensas antes da chegada da tempestade; pela primeira vez, autoridades ativaram o maior nível de preparação.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas elogiaram, esta terça-feira, o nível de preparação do Vietname para minimizar os efeitos da passagem do tufão Haiyan, que neste fim de semana assolou as Filipinas.

As autoridades vietnamitas evacuaram cerca de 800 mil pessoas antes da chegada da tempestade, que no país provocou chuvas e ventos fortes em 11 províncias do centro e do norte. Os efeitos resultaram do movimento da tempestade em direção a oeste, após ter atingido seis ilhas filipinas.

Morte

A retirada das pessoas foi feita 72 horas antes da chegada do tufão à terra firme no norte do Vietname, onde agências noticiosas relatam a morte de pelo menos 13 pessoas.

Nas primeiras horas de domingo, o Haiyan chegou às províncias de Hai Phong e Quang Ninh como furacão de categoria 1.

Vidas Perdidas

O coordenador residente da organização no Vietname, Pratibha Mehta, destacou a forte liderança ao mais alto nível, além do papel fundamental desempenhado para minimizar o impacto e o número de vidas perdidas.

Tratou-se da primeira vez em que o primeiro-ministro vietnamita ativou o maior nível de preparação. A medida foi tomada a 8 de novembro, três dias antes de a tempestade atingir a costa.

Depressão Tropical

A ONU elogia o governo de medidas proativas pré-tempestade no Vietname e a todos os que têm apoiado o salvamento de vidas e a redução do impacto.

Mehta declarou-se “impressionado” com as medidas de preparação tomadas pelo governo vietnamita quando confrontado com o Haiyan, que passou para depressão tropical à medida que se moveu para o interior. Depois, a tempestade mudou de rumo no sul da China. 

Nas Filipinas, continua a avaliação dos danos, mas agências apontam para pelo menos 10 mil mortos. O número de afetados chega a 11 milhões e acredita-se que 673 mil pessoas tenham sido desalojadas.

*Apresentação: Denise Costa.