Ban: “segurança e desenvolvimento devem seguir juntos na África”
BR

11 novembro 2013

Secretário-Geral fez a afirmação em pronunciamento na Assembleia Geral sobre viagem à região de Sahel e outros assuntos; ele visitou o Mali, o Níger, o Burkina Fasso e o Chade num período de três dias.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esta segunda-feira que a segurança e o desenvolvimento devem caminhar lado a lado na África.

A declaração de Ban foi feita em pronunciamento na Assembleia Geral sobre a viagem de três dias que fez a região de Sahel e outros assuntos. Ele visitou o Mali, o Níger, o Burkina Fasso e o Chade.

Visita Conjunta

O Secretário-Geral afirmou que essa foi a primeira vez na história que os chefes das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Africana realizaram uma visita conjunta a vários países.

Ban disse que os líderes de todas as nações visitadas demonstraram apoio à Estratégia Integrada das Nações Unidas para o Sahel como uma plataforma de ação.

O chefe da ONU falou também sobre a situação nas Filipinas depois da passagem do tufão Haiyan. Ele enviou pêsames ao governo e ao povo filipinos e ofereceu apoio total da ONU.

Ban afirmou que as Nações Unidas anunciaram a liberação de um fundo de emergência de US$ 25 milhões, mais de R$ 50 milhões, para ajudar nas operações.

Síria, RD Congo e RCA

O Secretário-Geral falou ainda sobre a Síria. Segundo ele, o país continua sendo a maior ameaça à paz e à segurança mundiais.

Ban explicou que a ONU continua trabalhando em três frentes: verificando a destruição das armas químicas do país, fornecendo ajuda humanitária e tentando alcançar uma solução política para o conflito.

O chefe da ONU alertou que mais de 9 milhões de pessoas na Síria, metade da população, precisam de ajuda humanitária.

Ban citou também dados positivos da República Democrática do Congo, com o exército congolês, com o apoio da Missão das Nações Unidas para o país, Monusco, retomando o controle de áreas controladas pelo grupo armado M23. Na pauta estava também a difícil situação na República Centro-Africana.

Para ele, os problemas nesses três países ilustram uma verdade básica: as violações dos direitos humanos são, geralmente, os primeiros sinais de alerta de um futuro conflito.

Outra preocupação mencionada pelo Secretário-Geral são os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte.

 

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