Agências da ONU empenhadas na ajuda a 9,8 milhões afetados por tufão
BR

11 novembro 2013

Segundo Programa Mundial de Alimentos, entre total de sobreviventes, 400 mil estão em abrigos; estradas bloqueadas por entulhos e centros de saúde destruídos dificultam ajuda humanitária.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O escritório de ajuda humanitária da ONU, Ocha, acredita que 9,8 milhões de pessoas foram afetadas pelo tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas na sexta-feira.

O tufão já é considerado uma das maiores tempestadades de todos os tempos e pelo menos 10 mil pessoas morreram. Segundo o Programa Mundial de Alimentos, cerca de 400 mil vítimas estão em abrigos.

Comida e Água

Em Genebra, a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs, explicou esta segunda-feira que muitos sobreviventes estão em centros de emergência e a prioridade é fornecer comida, água potável, medicamentos e abrigo a essas pessoas.

Mas alguns desafios atrapalham as operações das agências da ONU: muitas estradas estão bloqueadas com entulhos e uma viagem de 11km está levando até seis horas.

Os caminhões do PMA tentam entregar aos sobreviventes 44 toneladas de biscoitos energéticos e 2 mil toneladas de arroz. Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que o tufão destruiu centros de saúde e os estoques de medicamentos estão muito baixos.

Governo

A OMS trabalha em conjunto com o governo filipino para ajudar os sobreviventes e já enviou ao país kits de emergência para cobrir as necessidades básicas de saúde de 120 mil pessoas.

Dezenas de especialistas da agência também já voaram para as Filipinas para fornecer assistência às vítimas.

O tufão, conhecido nas Filipinas como Yolanda, causou ventos de até 250 km por hora. A OMS destaca que é esperada uma outra tempestade tropical, que pode atingir o país no final da semana.

Crianças

O Fundo da ONU para a Infância também está enviando kits de saúde e de higiene e comida para ajudar 3 mil famílias em áreas afetadas pelo tufão. O Unicef acredita que 4 milhões de crianças podem ter sido afetadas pelo desastre.

No domingo, o Secretário-Geral da ONU afirmou estar “extremamente preocupado com o impacto do tufão”. Ban Ki-moon notou ainda que está difícil chegar em algumas comunidades, devido a bloqueios e destruição em rodovias, aeroportos e portos.

Ban apelou à comunidade internacional a continuar “mostrando sua solidariedade com o povo das Filipinas”.

 

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