Unfccc: encontro na Polônia começa com peso de “duras realidades”
BR

11 novembro 2013

Secretária-executiva da Convenção da ONU sobre Mudança Climática diz que esta é a primeira geração “a respirar ar com 400 partes por milhão de CO2”; Christiana Figueres cita ainda “impacto arrasador” de tufão.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Começou esta segunda-feira em Varsóvia, na Polônia, mais uma sessão da Conferência das Partes, COP 19, da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Unfccc.

A secretária-executiva da convenção alertou que a reunião iniciava sob o “peso de duras realidades”. A primeira, segundo Christiana Figueres, é que somos a primeira geração de humanos “a respirar ar com 400 partes por milhão de dióxido de carbono, CO2.”

Luta

A chefe da Unfccc também citou o “impacto arrasador” do tufão Haiyan, “um dos mais fortes” já visto, que atingiu Filipinas, Vietnã e sudeste da Ásia.

Figueres afirmou que as “próximas gerações vão enfrentar uma luta árdua” devido aos impactos da mudança climática. A secretária-executiva da Unfccc acredita que a capacidade coletiva de lutar a favor do clima aumentou, enquanto foram materializados os riscos que o mundo corre com a falta de ação.

Ações

Christiana Figueres citou ainda haver uma “onda de ação pelo clima”, não apenas por razões ambientais, mas também por questões de segurança, energia, economia e governança.

A chefe da Unfccc vê ainda oportunidade para um novo acordo universal do clima, já que agências, bancos, investidores e governos estão prontos para a mudança.

Para Figueres os representantes da COP 19 reunidos na Polônia precisam esclarecer qual o financiamento necessário para um mundo de baixo carbono e criar um mecanismo que ajude populações vulneráveis a responder aos efeitos da mudança climática.  

 

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