Para Brasil, reforma do Conselho de Segurança precisa sair até 2015
BR

8 novembro 2013

Antonio Patriota nota que prazo coincide com aniversário de 70 anos das Nações Unidas; embaixador lembra que país apoia criação de mais assentos permanentes e não permanentes no órgão. 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil participa da reunião de alto nível na Assembleia Geral da ONU sobre a reforma do Conselho de Segurança. Ao discursar em Nova York, o embaixador Antonio Patriota citou desafios complexos enfrentados pelo Conselho.

Em inglês, Patriota afirmou que “a incapacidade do Conselho de Segurança em fornecer uma solução concreta para o impasse na Síria e a decisão de um país em rejeitar uma cadeira no órgão são sinais claros e preocupantes” da necessidade de reforma.

70 anos

O embaixador referiu-se à Arábia Saudita, que após ser eleito membro rotativo do órgão, decidiu não assumir o assento.

Segundo Antonio Patriota, o Brasil acredita que 2015 representa um prazo adequado para se alcançar um resultado sobre a reforma. O embaixador lembrou que no mesmo ano, as Nações Unidas irão completar 70 anos.

Urgência 

O embaixador destacou ainda que os debates sobre mudanças no Conselho de Segurança já duram duas décadas. Ele afirmou que o Brasil está “ansioso para contribuir com a reforma urgente do Conselho”.

Antonio Patriota disse que o país defende o aumento dos assentos permanentes e não permanentes. O Conselho de Segurança foi estabelecido com a assinatura da Carta das Nações Unidas, em 1945.

Desde então, o órgão tem cinco membros permanentes com poder de veto nas decisões: China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.

Os outros 10 membros do Conselho são rotativos e eleitos para exercer um mandato de dois anos, cada.

As negociações sobre a reforma da estrutura do órgão envolvem a questão do veto, representação regional, o total de países membros e os metódos de trabalho. O assunto está sendo discutido na Assembleia Geral até esta sexta-feira.

 

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