Ganha força Tratado Global sobre poluição do mercúrio
BR

7 novembro 2013

Pnuma elogia decisão dos Estados Unidos de firmar e ratificar a Convenção Minamata; iniciativa fortalece esforço internacional para reduzir as emissões do metal pesado na atmosfera.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Tratado Global para combater a poluição causada pelo mercúrio ganhou força esta quinta-feira com a decisão dos Estados Unidos de firmar e ratificar simultaneamente o documento.

O chefe do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, elogiou a decisão americana e disse que a iniciativa fortalece o empenho internacional para reduzir as emissões do metal na atmosfera.

Benefícios

Steiner afirmou que praticamente quase todas as pessoas no mundo vão se beneficiar das provisões do acordo.

A Convenção determina o controle e a redução de uma série de produtos, processos e indústrias que usam o mercúrio. O tratado lida diretamente com as atividades de mineração, exportação e importação do metal e de como armazenar com segurança o mercúrio que é descartado.

Impactos

Os impactos do metal nos seres humanos são conhecidos desde a era romana. Entre eles, estão problemas na tireoide e no fígado, tremores e irritabilidade. Além disso, a poluição causada pelo mercúrio causa problemas no coração e nos olhos e a perda de memória.

Segundo o Pnuma, identificar as populações que correm maior risco de contaminação e melhorar o treinamento dos profissionais de saúde para tratar desses casos vão ser resultados da adoção do documento.

Convenção Minamata

A Convenção Minamata foi adotada em outubro em Kumamoto, no Japão. Ela recebeu esse nome por representar o local onde milhares de pessoas morreram envenenadas por mercúrio em meados do século 20.

Segundo o Pnuma, 93 países já assinaram o documento e os Estados Unidos estão entre os primeiros a ratificá-lo.

O tratado, que é visto como uma importante conquista para a saúde das pessoas no mundo inteiro, entrará em vigor depois que for ratificado pelos congressos e parlamentos de 50 países.

 

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