Governo do Japão apoia combate à malária em Angola

7 novembro 2013

Entrega simbólica de 324 mil mosquiteiros às autoridades provinciais da Huíla decorreu esta quarta feira, na cidade do Lubango; endemia continua a ser a principal causa de morte em Angola.

Herculano Coroado, de Lubango para a Rádio ONU.

O governo do Japão anunciou uma doação de 450 mil mosquiteiros para combater a malária em Angola. Falando durante a cerimónia de entrega da doação, o assessor económico da Embaixada do Japão em Angola,  Ryota Takahashi, comentou a distribuição universal de 455 mil mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração. Deste total, 324 mil serão para Caconda e Matala, municípios da província da Huíla, no sul de Angola.

Ryota Takahashi disse que o projecto promoverá segurança humana nas comunidades. O diplomata sublinhou que a segurança humana consiste num dos pilares da cooperação entre  Angola e o Japão.

De acordo com o doador japonês, neste projecto, 150 mil crianças com menos de 5 anos de idade e 50 mil grávidas vão obter acesso ao pacote de intervenção de saúde de auto nível e impacto.

Epidemiologia 

Durante o primeiro semestre do ano de 2013, na Huíla, o município de Caconda registou 3 mil e 619 casos de infecção e nove óbitos causados pela malária. Já a Matala observou  quase 36,5 mil infecções. O número de óbitos chegou aos 46 no mesmo período do ano, segundo dados oficiais divulgados durante a cerimónia de entrega. Para ambos os municípios, o quadro observa um aumento em termos de infecção e óbitos. As zonas detêm menor densidade demográfica da província.

Reconhecimento

A  vice-governadora provincial para a Esfera Social, Maria João Chipalavela, reconheceu que o gesto apoia o seu governo no combate à malária.

“É verdade que é tarefa e responsabilidade do governo responder aquilo que é a necessidade de saúde dos cidadãos”, disse Maria João Chipalavela, classificando a saúde como a qualidade de vida dos cidadãos. “Mas também agradecemos todas as contribuições; todo o trabalho de parceria que complementa e sustenta  toda esta intervenção na área social”.

Esforço global

A iniciativa enquadra-se na aceleração da implementação do pacote comunitário básico de prevenção da malária, cuidados e tratamentos, para além da implementação do projeto-piloto de formação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

A representante-adjunta da Agência da ONU para a Infância em Angola (Unicef), Amélia Russo de Sá, disse que combater a malária é também ajudar para que a infância angolana seja mais forte e possa responder aos desafios que o país africano vai tendo.

“E o uso dos mosquiteiros que o governo do Japão oferece neste momento, nós acreditamos, pode fazer uma diferença”, disse Amélia Russo de Sá que, no entanto, reconheceu que o esforço deve ser global.

“Isto em conjunto com outras acções, claro que podem ajudar a combater a proliferação do mosquito que é o agente que provoca esta terrível doença.”

Dos cerca de 450 mil, número de mosquiteiros doados ao país, 123 mil unidades serão atribuídas ao município do Andulo, província centro-sul do Bié.

 

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