FAO reforça iniciativa para conservação da pesca de atum em alto mar
BR

5 novembro 2013

Projeto da agência quer reduzir captura ilegal e apoiar ecossistemas marinhos; aumento na demanda do atum em lata e sashimi pode pôr em risco a comercialização do peixe, se não houver mudanças sustentáveis.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está reforçando um projeto de conservação marinha.

A iniciativa, financiada pela entidade global do meio ambiente, GEF, pretende melhorar a sustentabilidade dos estoques de atum em todo o mundo.

Dupla Ameça

O objetivo é reduzir os níveis de pesca ilegal como também a de espécies relacionadas e apoiar os ecossistemas marinhos como parte de uma  estratégia batizada de “Oceanos Comuns” da FAO.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira em Roma e Washington, a presidente da GEF, Naoko Ishii, disse que o projeto possibilita a ação em nível global de proteção ao atum.

Segundo ela, o problema representa uma dupla ameaça -  econômica e ambiental -,  a um dos produtos mais importantes da pesca comercial.

Monitoramento

A GEF é uma entidade internacional com 183 países e que trata de temas de apoio ao desenvolvimento sustentável. A iniciativa de mais de US$ 150 milhões, equivalentes a R$ 330 milhões, tem o apoio de parceiros públicos e privados.

A FAO quer reduzir a pesca ilegal de atum aumentando o monitoramento e controle da atividade. Uma das preocupações da agência é com a pesca não-intencional que vitima outras espécies marinhas.

A pesca em alto mar é importante para a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo.

Oceano Pacífico

Segundo a FAO, a captura das espécies mais importantes de atum produz mais de US$ 10 bilhões por ano.

Anualmente também em mais de 85 países são capturadas 5,4 milhões de toneladas do peixe. A maior parte ocorre no Oceano Pacífico seguido por Atlântico e Índico.

A agência alerta para o risco de queda nos estoques de atum caso não haja melhorias no gerenciamento da pesca. Uma das preocupações da FAO é com o aumento da demanda por produtos como sashimi e pelo atum em lata.

 

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