Entrevista: Edgard Telles Ribeiro

4 novembro 2013

Quando era criança, Edgard Telles Ribeiro cresceu lendo os livros de aventuras de autores ingleses e americanos “por puro prazer.”

Na escolas pelas quais passou fora do Brasil acompanhando o pai diplomata, ele foi levado a se familiarizar com escritores franceses.

Ao voltar à terra natal, o pequeno Edgard conheceu um de seus primeiros autores brasileiros: Machado de Assis.

A curiosidade pela língua portuguesa fez com que ele descobrisse ainda Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, do outro lado do Atlântico.

Mas foi bem perto de casa, na rua Ribeiro da Costa no Leme, que Telles Ribeiro viveu uma de suas maiores experiências no mundo literário quando sequer imaginava em se tornar um escritor: a convivência com Clarice Lispector.

“Eu a via com um cesta cheia de papel, muita bolota de papel, eu era meio garoto ainda, e eu dizia: ‘mais tem mais papel aí do que na pilha dos papéis aproveitados.’ E ela me dizia: ‘é...mas escrever é rasgar’...”

Estreia

Vários anos se passaram desde aquelas primeiras imagens registradas de uma escritora atrás da máquina de datilografar até o momento de sua própria estreia como autor de livros, aos 44 anos.

Em 2010, ele lançou no Brasil “O Punho e a Renda”, um romance sobre o período da ditadura que tem um diplomata delator como protagonista.

O livro está sendo traduzido para outros idiomas como alemão e inglês e deve ser lançado no mercado internacional no próximo ano.

Ao falar sobre outros países de língua portuguesa, Telles Ribeiro cita o escritor moçambicano, Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões 2013 como um de seus preferidos.

Acompanhe a conversa com Mônica Villela Grayley.

Duração: 18’00”

Clique nas partes 4 e 5 para ouvir alguns trechos do livro na voz do próprio autor.

 

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