Agências da ONU lançam plano de resposta coletiva à crise na Síria
BR

4 novembro 2013

Em reunião na Jordânia, representantes locais de mais de 20 agências, como o Pnud, discutiram como ajudar países vizinhos a recuperar perdas econômicas; 97% dos refugiados sírios estão no Líbano, Jordânia, Turquia e Iraque.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Representantes de 22 agências da ONU no Oriente Médio concordaram em complementar a ajuda humanitária à Síria e países vizinhos. A meta é responder ao aumento da demanda de serviços básicos e ajudar na recuperação econômica das nações.

Em um encontro de três dias na capital da Jordânia, Amã, foram discutidas maneiras de harmonizar a resposta das Nações Unidas ao conflito, que já matou mais de 100 mil pessoas. E milhões de sírios se viram obrigados a deixar suas casas e buscar abrigo nas nações vizinhas.

Recuperação

Quase 97% dos refugiados estão pelo Oriente Médio, em especial no Líbano, que abriga 1 milhão de sírios, na Jordânia, no Iraque e na Turquia.

A diretora do escritório do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, nos países árabes, ressalta ser importante “reforçar a recuperação e a capacidade para o desenvolvimento”.

Sima Bahous lembra que a guerra civil síria causa impacto econômico e ao desenvolvimento das nações vizinhas. Os setores de investimento, turismo, comércio e produção estão sendo afetados “em vários níveis de intensidade”, segundo o Pnud.

Tensões 

Na reunião em Amã, as agências da ONU também levantaram preocupação com a possibilidade da crise causar tensões entre refugiados e a população local dos países que recebem os sírios.

O plano de resposta tem três aspectos, como o apoio aos governos para garantir habitação adequada, água, saneamento e eletricidade aos civis.

As agências da ONU também devem reforçar as capacidades administrativas das prefeituras, para promover a coexistência pacífica em comunidades afetadas pelo conflito.

O terceiro aspecto é melhorar o acesso a serviços financeiros, estimular investimentos na produção local e formular políticas para o engajamento do setor privado.

Dentro da Síria, as agências da ONU querem restaurar os serviços básicos em áreas onde há relativa calma.

 

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