Entrevista: Rui Cardoso Pereira

5 novembro 2013

Um programa conjunto da Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, e do governo da Etiópia quer erradicar a mosca tsé-tsé no país.

O inseto carrega um parasita responsável pela nagana, semelhante à doença do sono, que ocorre nos humanos. A transmissão ocorre quando a mosca pica os animais, principalmente o gado, podendo levá-los à morte.

O entomólogo da Aiea, Rui Cardoso Pereira, explicou em entrevista à Rádio ONU, de Viena, que o problema da mosca tsé-tsé na Etiópia é com os animais, mas que os humanos sofrem os efeitos com a morte do gado, que ajuda na agricultura.

Desde o início do programa, a população da mosca tsé-tsé foi reduzida em 90% no país. As autoridades aplicaram o pesticida nos animais e prepararam armadilhas para matar as moscas.

O especialista disse que o processo de esterilização é feito em laboratório, onde os insetos são criados mas sem condições de procriar. As moscas de laboratório são depois libertadas nas regiões mais afetadas onde se misturam aos insetos selvagens.

Em relação à incidência do inseto nos países lusófonos, o entomólogo da Aiea apontou para a diferença de casos em Angola em relação à Etiópia.

Segundo ele, os dados existentes mostram que Angola não é só uma questão de animais. Há mortes causadas pela doença do sono diretamente no homem. Pereira mencionou que há cerca de dois ou três anos havia cerca de 3 mil mortes causadas pela doença do sono em Angola.”

Escute a entrevista com Edgard Júnior.

Duração: 8’43”

 

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