Prémio para iniciativa que apoia informais moçambicanos por telemóvel

31 outubro 2013

Reconhecimento do Escritório da organização em Nairobi foi para esforços de uso de Tecnologias de Informação e de Comunicação para promover a economia verde; comerciantes do país usam serviços que pretendem expandir para a África lusófona.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório das Nações Unidas no Quénia distinguiu, esta quinta-feira, 34 iniciativas como parte do apoio a empresas consideradas promissoras a nível social e ambiental. A ação tem o apoio do Programa da ONU para o Meio Ambiente.

As propostas elegíveis para o Prémio Sementes 2013 são de economias emergentes e de países em desenvolvimento. A cerimónia de premiação decorreu no âmbito da Expo Global de Desenvolvimento Sul-Sul, que termina nesta sexta-feira.

Telemóvel 

No evento realizado, em Nairobi, foi reconhecida uma iniciativa que apoia vários comerciantes informais de alimentos através do telemóvel em países como Moçambique e África do Sul.

Em declarações à Rádio ONU, a fundadora da moWoza, Suzana Moreira, falou da ação das operadoras moçambicanas, chamadas mukheristas, e das vantagens no comércio de alimentos. A iniciativa foi criada há cerca de 18 meses.

Vender Mais

“Acham que os produtos nos grossistas nacionais são muito caros e vão para a África do Sul ao encontro de mercadoria mais barata. A gente está a ajudar a encontrá-los, a custos que elas depois podem fazem uma margem maior. Isto vem ajuda-las a vender mais, colocando-as numa situação melhor para vender mais produtos alimentares com mais opções para o consumidor.”

Economia Verde

Neste ano, o evento destacou esforços do uso de Tecnologias de Informação e de Comunicação para promover a economia verde.

A representante da iniciativa reafirmou a intenção de fazer chegar a atividade a países africanos de língua portuguesa, devido ao impacto do setor informal no continente.

Países Lusófonos

“O setor informal em África é enorme e a interesse de entrar nos mercados de Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e outros. A gente está a desenvolver tecnologia em português porque podemos levar a ideia para qualquer país onde se fala português. A ambição é não somente trabalhar em países falantes de português mas pela África toda!”

Entre os premiados estiveram empreendimentos de África, da Ásia e da América Latina pela oferta de “soluções inovadoras, sustentáveis e escaláveis para os desafios sociais e ambientais.

Pobreza e Alterações Climáticas

Para a ONU, os empreendedores sociais e ambientais podem ajudar a combater a pobreza, as alterações climáticas e os desafios de insegurança alimentar, além do potencial na transição para uma economia verde.

Um Simpósio sobre o tema foi, igualmente, realizado no Pavilhão da Expo do Escritório das Nações Unidas, em Nairobi. O tema foi o “Empreendedorismo Verde: Soluções Locais que Fazem a Diferença.”

*Apresentação: Denise Costa.

 

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