Falta de verba leva PMA a reduzir entrega de alimentos no Quénia

31 outubro 2013

Programa Mundial de Alimentação e agência da ONU para refugiados anunciaram mudanças a partir desta sexta-feira, 1 de novembro; mais de 500 mil refugiados nos acampamentos de Dadaab e Kakuma poderão ser afetados pela redução de rações.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A falta de verbas para o Programa Mundial de Alimentação, PMA, poderá afetar a distribuição alimentar a refugiados de dois acampamentos no Quénia.

O alerta foi feito, esta quinta-feira, pelo PMA e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.

Estoques

Segundo as duas agências, a redução de rações alimentares deverá ocorrer até esta sexta-feira, 1 de novembro, e afetar cerca de 500 mil refugiados tanto no maior acampamento de refugiados do mundo, Dadaab, como no de Kakuma.

O diretor do PMA no Quénia, Ronald Sibanda, disse que a agência fez todo o possível para evitar a medida. O tamanho das rações deverá ser reduzido em 20% em novembro e dezembro para prolongar a vida útil dos estoques de alimentos até o fim deste ano.

Assistência Diária

Sibanda apelou aos doadores para retomarem o apoio financeiro à agência para que centenas de milhares de refugiados possam voltar a receber normalmente a assistência diária.

O PMA precisa de cerca de US$ 10 milhões mensais para distribuir mais de 10 mil toneladas de comida para os refugiados nos dois campos do Quénia.

A representante do Acnur no Quénia disse acreditar que a comunidade internacional irá responder à demanda, ao afirmar que a redução das rações terá um impacto negativo na saúde e nutrição dos refugiados que precisam do tipo de ajuda para sobreviver.

Lacuna

Desde o ano passado, as operações no Quénia  passam por dificuldades financeiras. Uma contribuição de US$ 20 milhões dos Estados Unidos deve estar à disposição a partir de março de 2014. Mas o PMA irá precisar de outros US$ 20 milhões em janeiro e fevereiro para cobrir uma lacuna de assistência.

Com a redução de 20% nas rações alimentares, os refugiados deixaram de ingerir a taxa mínima de calorias recomendada pela Organização Mundial da Saúde, de mais de 2 mil calorias por dia.

A ajuda alimentar do PMA consiste de cereiais, óleo vegetal e sal entre outros itens. A assistência foi estabelecida para os refugiados no Quénia há mais de 20 anos.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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