Governador da Nigéria pede ajuda à ONU para conter violência

30 outubro 2013

Em dois dias, conflitos entre comunidades do estado de Nakarawa mataram 70 pessoas e feriram outras 500; agências alertam para impacto da insegurança em três regiões onde vigora o estado de emergência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As autoridades nigerianas solicitaram o apoio das Nações Unidas para reforçar a capacidade de educação para a paz e para a gestão de conflitos no estado de Nakarawa.

De acordo com o Escritório para os Assuntos Humanitários, Ocha, pelo menos 70 pessoas morreram e outras 500 ficaram feridas devido à violência intercomunitária ocorrida, em dois dias, em meados de setembro.

Armas

As autoridades manifestaram preocupação com a proliferação, tanto de armas de pequeno porte como as sofisticadas, tendo igualmente pedido o apoio da organização para capacitar os jovens.

Apesar de os confrontos da área terem envolvido as comunidades Alago e Eggon, também afetaram várias regiões habitadas por diferentes etnias.

Somente em Nakarawa, estima-se que mais de 40 mil pessoas foram deslocadas pela violência intercomunitária. O governo local disse à ONU, que adotou uma abordagem comunitária de resolução de conflitos para resolver a crise.

Estado de Emergência

Entretanto, um grupo de agências humanitárias incluindo várias das Nações Unidas, visitou os estados nordestinos de Borno, Adamawa e Yobe onde está em vigor o estado de emergência desde maio.

Estima-se que 6 milhões de pessoas já foram afetadas pela violência que levou à ofensiva do exército nigeriano contra as milícias islamitas Boko Haram.

Atenção Imediata

As entidades pediram atenção imediata para áreas como a das transferências de dinheiro para combater a grande insegurança alimentar.

Outro pedido lançado ao governo central foi no sentido da libertação de cereais da reserva nacional para fazer frente aos altos preços de alimentos.

As outras propostas incluem a prestação de serviços de saneamento em áreas de grande fluxo populacional, o acesso aos serviços básicos de saúde e a garantia de maior segurança ao longo das estradas principais.

 

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