ONU realiza encontro sobre migração no Corno de África e no Iémen

30 outubro 2013

Moçambique é um dos países pelos quais os migrantes passam na chamada via rota sul; Quénia é considerado nação de trânsito e de destino; encontro destaca migração e segurança.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Comissão Regional sobre Migração Mista para a região africana do Corno de África e o Iémen realizar a sua terceira conferência na capital queniana, Nairobi.

O encontro, aberto esta quarta-feira, tem como objetivo melhorar a colaboração entre os governos nos países envolvidos.

Moçambique e África do Sul

O evento também reúne parceiros internacionais para melhor gerir o processo da migração e o bem-estar dos migrantes.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, afirma que o Quénia está a aumentar a sua importância como país de trânsito e de destino para migrações mistas do Corno de África via a rota sul, passando pela Tanzânia, Malawi, Moçambique e Zimbabué e África do Sul.

A conferência irá destacar temas como migração, segurança, assistência para reintegração, retorno voluntário e trabalho.

Mar

Somente no ano passado, 187 mil migrantes da Etiópia e de outros países do Corno de África chegaram ao Iémen. Este ano, o número de migrantes caiu para 53 mil, após o encerramento da fronteira da Arábia Saudita com o Iémen. A medida foi tomada pelas autoridades sauditas com vista a combater o trabalho de migrantes irregulares.

Um outro tema debatido na conferência é o grande número de migrantes do Corno de África a morrer no mar em tentativas de entrar na Europa via Malta ou Itália.

Um estudo de 2009 da OIM revelou que pelo menos 20 mil migrantes foram vítimas de traficantes humanos e de contrabandos ao longo da rota.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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