Assembleia Geral da ONU volta a pedir suspensão do embargo a Cuba
BR

29 outubro 2013

Resolução foi aprovada por 188 votos a favor, dois contra e três abstenções; medida imposta pelos Estados Unidos vigora desde 1962; embaixadores do Brasil, Antonio Patriota, e Ismael Martins, de Angola, discursaram na sessão.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Os países-membros da Assembleia Geral da ONU voltaram a pedir o fim do embargo a Cuba numa sessão realizada nesta terça-feira, em Nova York.

A resolução contra as sanções econômicas e comerciais à ilha caribenha recebeu 188 votos a favor, dois contra e três abstenções.

Efeitos Negativos

O embargo, imposto pelos Estados Unidos, vigora desde 1962.

Na sessão desta terça-feira, Estados Unidos e Israel votaram pela permanência do embargo. As três abstenções vieram de Palau, Micronésia e Ilhas Marshall.

A Assembleia Geral voltou a destacar os efeitos negativos da medida sobre o povo cubano.

O novo embaixador do Brasil na ONU, Antonio Patriota, discursou na sessão. Falando em espanhol, ele explicou o voto brasileiro contra o embargo.

Compromisso

“O Brasil reitera sua firma oposição ao embargo econômico e financeiro imposto a Cuba, assim como a aplicação extraterritorial de leis comerciais domésticas e da opção de práticas comerciais discriminatórias. O Brasil pede a todos os governos a demonstrar compromisso com o direito internacional, a diplomacia, a solução pacífica de controvérsias e a cooperação econômica e comercial.”

Um outro país de língua portuguesa, Angola, juntou sua voz pelo pedido de suspensão do embargo.  Falando em inglês, o embaixador angolano, Ismael Martins, afirmou que o embargo já dura muito tempo.

Ismael Martins disse que Angola compartilha da posição da comunidade internacional de condenar o embargo contra Cuba, que já dura mais de meio século e que, francamente, viola os direitos inalienáveis do povo cubano.

Segundo o governo de Cuba, as perdas causadas pelo embargo ao país representam mais de US$ 750 bilhões, equivalente a mais de R$ 1,5 trilhão.

 

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