PMA recebe financiamento do Japão para ajuda de emergência aos sírios
BR

28 outubro 2013

Contribuição para agência da ONU é de quase US$ 5 milhões, que serão utilizados para entrega de comida a deslocados e refugiados; trabalhadora humanitária brasileira conta experiência no país do Oriente Médio.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, recebeu uma nova contribuição financeira do governo do Japão, de quase US$ 5 milhões, ou mais de R$ 10 milhões.

A doação irá para a ajuda alimentar de emergência a mais de 800 mil sírios, incluindo deslocados internos e refugiados.

Distribuição de Comida

O PMA cita que são atendidos civis nas 14 províncias da Síria e também 300 mil refugiados que buscam abrigo na Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque.

Desde o início da crise, em 2011, o governo japonês já doou mais de US$ 15 milhões ao programa de assistência aos sírios do PMA. O dinheiro é utilizado para a entrega de vales alimentação e compra e distribuição de comida aos deslocados.

Inverno

Recentemente, as agências da ONU expressaram preocupação com a chegada da temporada do inverno no Hemisfério Norte, que deve dificultar ainda mais as condições de vida dos sírios.

Uma fisioterapeuta brasileira da ONG Médicos sem Fronteiras acaba de voltar do norte da Síria, onde trabalhou com vítimas de queimaduras. De Porto Alegre, Letícia Pokorny contou à Rádio ONU um pouco sobre a situação dos civis.

“A grande maioria dos deslocados nessa cidade acabam sendo crianças que foram mandadas pelos pais para ficar com parentes num local mais seguro. Com certeza o inverno lá é rigoroso, neva bastante, então provavelmente vai ficar complicado para essas pessoas que não estão nas suas casas, que não têm seus pertences com elas, de passar um inverno rigoroso.”

Queimaduras

Segundo Letícia Pokorny, muitas das vítimas atendidas por ela tinham sofrido queimaduras por um outro efeito da guerra civil: a queda na qualidade dos combustíveis.

“Estava tendo muito acidente doméstico, em função do combustível que eles utilizam dentro das casas para aquecer as casas, para cozinhar, para ligar os geradores. A qualidade desse combustível está muito ruim, muito volátil e acaba explodindo facilmente. A grande maioria das pessoas que estava lidando com esses afazeres domésticos acaba se queimando. Havia períodos (que eu atendia) mais homens, jovens adultos, e períodos que eram mais mulheres e crianças envolvidos na cozinha.”

A fisioterapeuta da ONG Médicos sem Fronteiras ficou seis semanas na Síria e retornou para o Brasil em setembro. Letícia Pokorny ressalta que a maioria dos pacientes chegava ao hospital com queimaduras em 40% do corpo.

 

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