Madagáscar já conta votos das presidenciais com afluência “recorde”

25 outubro 2013

Chefe do Pnud no país saúda votação pacífica; presidenciais tiveram 40% de votantes nas primeiras cinco horas após a abertura das urnas; 33 candidatos concorrem ao pleito.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As autoridades de malgaxes seguem com a contagem de votos das primeiras eleições presidenciais realizadas desde a crise causada pelo derrube do governo por militares, há quatro anos. 

A coordenadora residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Madagáscar, saudou a votação pacífica verificada na primeira volta do pleito, nesta sexta-feira.

Serenidade

Fatma Samoura elogiou a capacidade dos malgaxes de depositar os votos com serenidade nas eleições presidenciais, que segundo referiu, deverão designar um líder que deve demonstrar interesse pela situação de pobreza do país.

De acordo com a representante, as urnas registaram uma afluência recorde de 40% de votantes, cinco horas após a sua abertura.

Apuramento

O desfecho da votação, que envolveu 33 candidatos, deve ser conhecido até á próxima semana, após o apuramento dos resultados das 2 mil cabines de voto de todo o país.

De acordo com a responsável, caso haja uma 2ª volta, esta deverá ser realizada até 20 de dezembro para que o vencedor seja declarado até 17 de fevereiro.

Pobreza

Após a crise, o país registou uma deterioração dos índices de pobreza, agora a rondar os 80%. O Pnud refere, igualmente, que 1,5 mil crianças estão fora da escola na ilha com pelo menos 10 mulheres a morrer diariamente devido a complicações na gravidez.

Grande parte dos doadores suspendeu as suas contribuições ao orçamento, devido “as mudanças anticonstitucionais”. Após o golpe de 2009, o presidente Marc Ravalomanana foi exilado na África do Sul.

A medida levou que 40% do orçamento ficasse dependente de fundos provenientes de relações bilaterais e multilaterais.

O apoio do Pnud ao processo incluiu a fixação do calendário eleitoral em coordenação com as autoridades locais, além de financiamento do processo eleitoral e da formação dos membros das assembleias de voto.

Mediadores

A agência também apoiou na logística eleitoral e na formação de centenas de mediadores locais para acalmar eventuais situações de tensão. Foi igualmente realizada a “capacitação de jornalistas, de mulheres e de políticos nas áreas eleitoral, de direitos humanos e de mediação.”

Nesta sexta-feira, o Programa Mundial da Alimentação, PMA, anunciou que quase 4 milhões de pessoas das áreas rurais estão em risco de fome em Madagáscar, devido a chuvas fracas e uma invasão de gafanhotos.

A falta de recursos financeiros levou à diminuição de beneficiários de auxílio alimentar, das cerca de 1 milhão de pessoas planeadas para novembro e dezembro, para apenas 400 mil mais vulneráveis do sul.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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