Moçambique: ONU preocupada com violência entre governo e Renamo

24 outubro 2013

Secretário-Geral invoca Acordo Geral de Paz de 1992 para pedir que a paz e a estabilidade prevaleçam; Ban pede diálogo para solução de diferenças dentro da ordem democrática.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Secretário-Geral revelou preocupação com a recente escalada de violência entre forças do governo e membros do maior partido  da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana, Renamo.

Na nota  emitida, esta quarta-feira, pelo porta-voz de Ban Ki-moon, o Acordo Geral de Paz assinado entre as duas partes, em 1992, em Roma, foi invocado para apelar aos dois lados que se “abstenham de qualquer ato que possa ameaçar a paz e a estabilidade que prevalecem desde então.”

Retaliação

A media local aponta para a volta à normalidade no país, após o anúncio da Renamo de que anulava o acordo de paz.

A decisão seguiu-se à tomada da base do líder da Renamo, nesta segunda-feira, em Satungira, no centro de Moçambique que o levou a abandonar para um local desconhecido.

Nesta terça-feira, a imprensa local anunciou que a Renamo retaliou à ação com fogo contra uma esquadra da polícia na vila de Maringue, a cerca 35 km próximo.

Ordem Democrática

Ban Ki-moon exorta ao envolvimento total num diálogo inclusivo para que sejam resolvidas as diferenças dentro da ordem democrática estabelecida.

O Secretário-Geral pede, igualmente, que seja garantido que o país continue a atingir a inclusão social e o desenvolvimento sustentável para todos.

 

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