FAO quer que mundo monitore desperdício de alimentos
BR

21 outubro 2013

Agência da ONU disse que mundo precisa de “pensamento inovador” para evitar perda anual de 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano; especialistas estão reunidos no Fórum Green Global Growth, em Copenhague.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que o combate à fome só pode ser feito com a reversão do desperdício de comida no mundo.

Todos os anos, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo. Um prejuízo de US$ 750 bilhões, equivalentes a mais de R$ 1,6 trilhão.

Alerta

O alerta foi feito nesta segunda-feira durante a realização do Fórum Green Global Growth, em Copenhague, capital da Dinamarca.

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, o mundo tem que começar a mensurar e a cortar a perda de comida na cadeia alimentícia. Segundo Graziano da Silva, se os países conseguirem reduzir as perdas ou até mesmo zerar o desperdício, mais 2 bilhões de pessoas poderão ser alimentadas.

Os participantes do Fórum, realizado nesta segunda e terça-feiras, estão discutindo planos para um padrão global que possa medir a perda de alimentos.

Prioridades

O chefe da FAO informou que uma das prioridades da agência é abrir suas portas para potenciais aliados.

A maioria do desperdício de alimentos ocorre em fases como a da pós-produção, da colheita, do transporte e estoques. A causa principal, em países em desenvolvimento, é a falta de infraestrutura.

Já em nações desenvolvidas, as perdas ocorrem nas etapas de marketing e de  consumo da comida.

Graziano da Silva lembrou que a iniciativa para zerar o desperdício de alimentos é um dos pontos do Desafio Fome Zero, lançado pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a conferência Rio + 20, no Rio de Janeiro.

Para a FAO, é preciso adotar um “pensamento inovador” para evitar que a comida seja jogada fora por lares e pelo mercado.

Na Europa e na América do Norte, o desperdício de comida é de cerca de 100 quilos per capita. Já na África, este número baixa para menos de 10 quilos por ano, por pessoa.