Angola: combate à estiagem está no centro de prioridades da FAO

16 outubro 2013

No Dia Mundial da Alimentação, agência defende opção pelos investimentos na agricultura familiar; setor envolve sete em cada 10 pessoas que passam fome no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, em Angola manifestou a sua preocupação com a estiagem que afeta algumas províncias do sul. As declarações foram feitas no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, assinalado neste 16 de outubro.

Mamadou Diallo disse que uma equipa da FAO já trabalha na região com técnicos angolanos, para elaborar um programa de implementação de um sistema de alerta e de prevenção das mudanças climáticas. O representante disse que o plano também visa a criação de culturas resistentes à estiagem.

Prioridade

“Primeiro é o reforço da capacidade institucional nós achamos que a luta contra a fome e a pobreza primeiro é reforçar instituições que estão a cargo dessa situação, reforçar os recursos humanos, capacitar os técnicos que estão a cargo da política da implementação da política. A segunda prioridade é investir no setor agrícola e por outro lado no que se refere a agricultura por sustentabilidade a prioridade é de se reforçar a agricultura familiar.”

Como referiu, a agricultura é o setor que envolve mais de 70% dos famintos no país, com o setor familiar das zonas rurais com  “a maioria das mulheres e crianças a sofrer da pobreza e da fome”. O facto justifica a opção em investimentos para a agricultura familiar.

Recursos Naturais

O representante indicou também como objetivo ampliar a capacidade de prevenção da gestão de recursos naturais, a prevenção dos impactos climáticos atuais no sul de Angola.

As províncias de Huíla, Namibe, Cunene e parte de Kuando Kubango são tidas como alvos da construção de “uma capacidade de antecipação, de prevenção de alerta rápida é uma prioridade das prioridades para poder antecipar e gerir a consequência dos danos climáticos.”

Esforços

Por outro lado, o diretor do Gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura, David Tunga, disse que o galardão ganho por Angola no ano passado pelos esforços realizados em torno da segurança alimentar, mostram os esforços do executivo em garantir melhores condições alimentares a população.

“Isto, na verdade, teve como base, em primeiro lugar, a aquisição da paz em 2002. O retorno para o meio rural permitiu o alargamento das áreas de produção. A construção das infraestruturas também favoreceu o escoamento e a transitabilidade das pessoas do meio urbano para o rural e vice-versa, portanto, estes aspetos todos facilitaram a obtenção que o país de facto conheceu o ano passado”, disse. 

Para o responsável angolano, além de viabilizar o retorno das populações para o meio rural, o fim do conflito permitiu que se retomasse a produção aliado às políticas das autoridades para o desenvolvimento.

 

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