No Brasil, ONU debate proteção de profissionais de comunicação
BR

15 outubro 2013

Colóquio organizado pelo Unic Rio, Unesco e parceiros acontece esta terça-feira, 15 de outubro, no Rio de Janeiro; reunião busca resultados práticos no país, considerado um dos países mais perigosos para jornalistas.

Gustavo Barreto, do Rio de Janeiro para a Rádio ONU.*

A ONU debate esta terça-feira, 15 de outubro, a proteção de jornalistas e profissionais de comunicação num evento no Rio de Janeiro.

O Colóquio foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Unic Rio e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e parceiros.

Segurança e Impunidade

Os participantes do evento vão discutir a segurança dos profissionais do setor e a luta contra a impunidade quando eles sofrem qualquer tipo de violência.

A ministra dos Direitos Humanos do Brasil, Maria do Rosário, fará o discurso de abertura junto com representantes de organizações parceiras.

O diretor do Unic Rio, Giancarlo Summa, falou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, sobre o encontro.

“Esse colóquio é, por um lado, uma ocasião para a discussão pública e, por outro lado, uma forma de divulgar as conclusões deste grupo de trabalho que já vem operando há alguns meses, com a expectativa de que saiam medidas práticas para tentar melhorar concretamente a situação dos jornalistas no Brasil no que diz respeito às violências, ameaças e dificuldades de fazer jornalismo aqui no país”.

Summa lembrou que a ONU lançou um plano de ação que busca aumentar a proteção dos profissionais de mídia e combater a impunidade. Além disso, o governo criou no ano passado o Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos dos Profissionais de Comunicação no Brasil.

O diretor do Unic Rio afirmou que as Nações Unidas acompanham “com preocupação” há algum tempo a situação no país.

Democracia

Segundo ele, “o Brasil é um país de democracia plena, mas apesar disso fazer jornalismo, principalmente jornalismo de investigação e de denúncia é uma atividade extremamente perigosa”.

Summa lembrou que, somente este ano, pelo menos quatro profissionais de mídia já foram assassinados por retaliação ao trabalho de apuração jornalística.

A ONU aprovou em abril de 2012 o Plano de Ação sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.

No Brasil, o Unic Rio e a UNESCO lançaram este ano um site especial sobre o tema – acessível em www.segurancadejornalistas.org – marcando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio).

*Apresentação: Edgard Júnior, com reportagem do Unic Rio.

 

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