Refugiados sírios no Líbano vão receber cartão eletrónico do PMA

11 outubro 2013

Agência da ONU fechou parceria com a MasterCard para a entrega dos cartões, que vão ajudar 800 mil pessoas a comprar alimentos; programa semelhante será introduzido na Jordânia.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, lança no Líbano um sistema inovador de cupões para ajudar milhares de refugiados sírios na compra de alimentos além de apoiar a economia local.

Até o fim do ano, 800 mil sírios devem usar os cartões eletrónicos, chamados “e-cards”, em estabelecimentos participantes no Líbano. A iniciativa tem o apoio da empresa MasterCard.

Escolha

O PMA e a MasterCard planeiam também introduzir um programa semelhante na Jordânia, que deve atender 300 mil sírios até o fim do ano.

Segundo a agência da ONU, os e-cards devem ajudar aos refugiados na escolha dos alimentos que preferem, no momento desejado. O PMA destaca que a parceria com a empresa privada é apenas um exemplo de como esforços combinados podem oferecer alternativas de peso na luta contra a fome.

Lista

Em setembro, 2 mil famílias sírias participaram da fase-piloto da iniciativa, na cidade de Nabatiyeah, no sul do Líbano. Nas próximas semanas, o projeto será ampliado para outras áreas do país.

Cada família vai receber um cartão eletrónico com US$ 27 por mês, que poderá ser utilizado em compras de uma lista de itens nas lojas participantes.

Produtos Frescos

Os sírios poderão comprar os alimentos que considerem os mais necessários, incluindo comida fresca, que geralmente não é incluída nos pacotes de ajuda alimentar.   

Ao mesmo tempo, o uso dos cartões eletrónicos deve levar mais clientes aos comerciantes locais além de tornar as operações do PMA mais eficientes em termos de tempo e de custo.

Até o momento, os programas de ajuda alimentar do PMA para refugiados sírios já injetaram US$ 192 milhões nas economias do Líbano, da Jordânia, da Turquia, do Iraque e do Egito.

A agência lembra que a resposta à crise síria é sua maior e mais completa operação, já que são necessários US$ 30 milhões todas as semanas para atender a demanda dos civis afectados pelo conflito.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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