Banco Mundial prevê primeira queda da pobreza extrema para um dígito

Banco Mundial prevê primeira queda da pobreza extrema para um dígito

Dados provisórios sugerem uma taxa de 9% em 2020 comparável à metade da população de África; fatores que devem determinar o alvo incluem crescimento económico, investimento privado e empregos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial estabeleceu como meta provisória a redução da pobreza global para 9% em 2020. O órgão refere que, a ser cumprido o alvo, o mundo estaria perante a primeira queda da taxa para um dígito.

O valor seria equivalente a cerca de 690 milhões de pessoas, 510 milhões a menos em relação à década anterior. O número corresponderia à metade da população do continente africano, ou mais do dobro dos habitantes da Indonésia.

Urgência

O anúncio foi feito pelo presidente do órgão nas vésperas dos encontros anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, FMI, que decorrem entre sexta-feira e domingo.

Jim Yong Kim lançou um apelo com vista à maior urgência para o fim da pobreza extrema. Aos países em desenvolvimento e aos seus parceiros, incluindo o Banco Mundial, o pedido foi "para que acelerem o crescimento, atraiam o investimento privado e sejam criados bons empregos."

Crescimento

Para definir o objetivo, o Banco Mundial analisou as tendências económicas globais da pobreza em direção à meta de combate à pobreza extrema até 2030. A definição de pessoas que vivem na situação tem em conta os que ganham menos de US$ 1,25 diário.

Caso os países em vias de desenvolvimento mantenham o forte crescimento nos próximos sete anos, a taxa global cairia, pela primeira vez, para menos de 10% após o Relatório de Desenvolvimento Mundial de 1990.

Na altura, 43% de habitantes dos países em desenvolvimento viviam na pobreza, no equivalente a 1,9 mil milhão de pessoas. O número baixou para 1,2 mil milhão em 2010.