Deputada de Angola reafirma apelo a refugiados para regressar a casa

9 outubro 2013

Carolina Cerqueira fala de incentivos para os retornados de fixaram-se outros países; parlamentar integra comitiva de seis representantes da casa legislativa angolana na Assembleia da União Interparlamentar.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

A deputada angolana Carolina Cerqueira reafirmou apelo aos angolanos que vivem no exterior como refugiados a regressar a casa para contribuir para a reconstrução nacional e o desenvolvimento de Angola.

A parlamentar falava à Rádio ONU, à margem da Assembleia da União Interparlamentar, UIP, terminada esta quarta-feira, em Genebra. No evento participaram seis representantes da casa legislativa angolana. 

Incentivos

“Nós temos vindo a apelar e a trabalhar com a comunidade angolana que saiu do território nacional, por altura do conflito armado, para regressar a Angola. Temos vindo a desenvolver um amplo trabalho de sensibilização para que os angolanos retornem a seu país. A nível interno estão criadas condições mínimas e incentivos ao empreendedorismo de angolanos e a sua integração num trabalho socialmente útil.”

Para a deputada, as condições de vida e de paz distinguem-se do período da guerra civil, quando vários cidadãos partiram para outros países.

Apoio e Atenção

“Temos vindo a trabalhar com as autoridades brasileiras para a integração desses angolanos (...) (Pergunta: “E o desejo de Angola é que eles retornem a Angola?”) Com certeza. São angolanos. Devem regressar ao seu país, participar no processo de desenvolvimento de Angola. E, para que os seus filhos cresçam como angolanos dentro da pátria que viu nascer os seus pais. Mas, no caso de outros que constituíram famílias e fixaram-se noutros países, Angola tem dado todo apoio e atenção.”

Na cidade suíça, a parlamentar participou de um debate sobre a situação de refugiados da guerra civil na Síria, tendo expressado solidariedade com os que fogem do conflito.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, estima que 1689 dos 4637 refugiados no Brasil são de origem angolana.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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