No Mali, 660 mil crianças sofrem de malnutrição severa

8 outubro 2013

Estado de menores é agravado, muitas vezes pelo recurso ao tratamento com curandeiros locais; equipa de médicos de ONGs e do Comité Internacional de Resgate ajuda a salvar as crianças no país africano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, informou que 660 mil crianças no Mali  sofrem de malnutrição severa.

Na sua página de internet, o Ocha comentou o caso de uma menina que teve o seu estado de saúde agravado após ter sido levada a curandeiros locais  para remediar a doença.

Vida

Segundo o Ocha, uma ação conjunta de organizações não-governamentais e do Comité Internacional de Resgate está a ajudar a salvar a vida de milhares de crianças malianas.

A maioria dos menores está a ser atendida numa clínica administrada pelos parceiros internacionais e nacionais. Desde 2012, a Clínica Kati tem registado um aumento no número de pacientes infantis à procura de ajuda para malnutrição severa.

Informação

Do ano passado para cá, 130 crianças são examinadas pelos médicos. O número é 13 vezes maior do que o notificado no lançamento da clínica.

Para o Ocha, uma das razões para o aumento é a informação dos pais a respeito do trabalho dos profissionais de saúde, mas também uma subida no número de crianças que adoecem no Mali.

Um dos médicos contou que a maior taxa de entradas na clínica deve-se a doenças como a malária e a diarreia em épocas de chuvas. Um outro fator são os maus hábitos na hora de desmamar os bebés e uma dieta fraca.

Atendimento Médico

Os médicos lançaram uma campanha de consciencialização para os riscos da malnutrição. Muitas comunidades malianas não conhecem sequer os sintomas da doença.

Uma das mães atendidas pela clínica disse que caminhou a pé por cinco horas desde as 4 da manhã para salvar a vida da filha, quando soube da existência do atendimento médico.

As campanhas contam ainda com o apoio do Unicef e da União Europeia. Nas ações, as mães aprendem a proteger seus filhos da malária e a promover higiene na família. Elas também recebem pacotes de comida para ajudar na alimentação em casa.

Este ano, a comunidade humanitária no Mali lançou um apelo de US$ 80 milhões para combater a malnutrição em todo o país. Até o momento, cerca de 30% do apelo foram recebidos.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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