Angola: Feira dos Municípios e Cidades realça importância do Habitat

7 outubro 2013

“A Vida faz-se nos Municípios” foi lema do evento que decorreu nas instalações da Feira Internacional de Luanda; realização marca o início da Semana do Habitat em Angola.

Herculano Coroado, da Rádio ONU em Luanda.

A Feira dos Municípios e das Cidades expôs o potencial de 161 municípios das 18 províncias angolanas durante o último fim de semana.

Melhorar o Habitat

Após o alcance da paz em 2002, o país recupera as infraestruturas públicas e sociais e desenvolve as localidades para melhorar o habitat.

Em entrevista à Rádio ONU, o administrador do município do Cazenga, Tony Narciso, falou sobre a requalificação urbana do seu município na periferia da capital Angolana. A área acolhe a Feira dos Municípios e Cidades nas instalações da FIL.

“Nós temos o programa de reconversão urbana, do Cazenga que vai levar cerca de 15 anos, que já iniciou a sua primeira fase ali na Zona do Gamek. É precisamente isto, destruir as estruturas velhas e fazer construções novas.”

Privilégio

O habitat está igualmente em transformação no município do Belas. O volume de investimentos habitacionais e de infraestruturas públicas e privadas é enorme. É nesta zona de Luanda, no litoral do país africano que se localizam os projetos urbanos “Nova Vida”, “O Lar do Patriota”, as Centralidades do “Kiamba” a do “Talatona” na província mais premiada durante a feira. Mas Joana Quintas diz que não se sente uma administradora privilegiada.

“Porque todos os outros municípios recebem esses apoios. Agora, cada município é um município e cada um tem as suas realidades diferentes. É nesta senda que cada um de nós procura desenvolver aquilo que é o Plano Nacional de Desenvolvimento”, argumentou.

Assimetrias 

Um desafio para Angola que pretende combater a pobreza é a diminuição das assimetrias regionais com o Programa Nacional de Desenvolvimento do Governo angolano. A meta é desenvolver as zonas remotas e que foram isoladas durante a guerra civil.

Pedro João Tito, administrador de Kambudi Katembo, município da provincial norte de Malange, disse à Rádio ONU que às vezes é forçado a deslocar-se sobre trator porque as estradas continuam impraticáveis. A situação atrasa a recuperação da região no interior de Angola.

“Kambundi Katembo é uma zona rural. Faz fronteira com as Lundas sul e norte. Tem uma estrada nacional, mas é a terra batida e quando chove - agora que começou - temos imensas dificuldades circular. São 185 Quilómetros até à sede da provincial, a cidades de Malange. Não imagina o que é fazer 5 horas em 185 quilómetros”, disse.

Poder local

Segundo o secretário para a área social do presidente angolano, Simão Helena, a “Feira dos Municípios e Cidades de Angola” satisfez às autoridades angolanas.

“Isto significa desenvolvimento. Significa crescimento significa descentralização, significa desconcentração, significa tentativa de dar poder e autonomia às municipalidades que vieram demonstrar a sua vitalidade, a sua força, a sua grandeza e as suas potencialidades. Porque a vida de facto está nos municípios”, argumentou.

O evento decorreu em simultâneo com a “Bolsa Internacional de Turismo de Angola - Okavango 2013.”

 

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