Preços dos alimentos devem permanecer voláteis nos próximos anos
BR

7 outubro 2013

Estimativa foi feita pela FAO nesta segunda-feira durante encontro ministerial em Roma sobre o tema; diretor-geral da agência diz que mercados de commodities de alimento está mais calmo este ano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirma que os preços dos alimentos vão continuar voláteis nos próximos anos.

A agência da ONU fez a declaração durante o encontro ministerial da FAO, em Roma, na Itália.

Presença

Mesmo com a queda do preço dos alimentos e uma certa estabilização, a agência prevê oscilações.

O diretor-geral José Graziano da Silva disse que o mercado de commodities de alimentos está mais calmo este ano.

O encontro da FAO conta com a presença de 30 ministros da agricultura.

Segundo a agência da ONU, a produção de grão recuperou-se e os níveis de estoques de alimentos subiram, o que ajudou à estabilidade.

Mesmo que o Índice de Preço dos Alimentos esteja 20% mais baixo do que os números do ano passado, não há espaço para complacência, segundo Graziano da Silva.

Soluções

O diretor-geral da FAO lembrou ainda que apesar da queda nos preços da comida, o que é cobrado pelos alimentos ainda é mais alto do que os níveis históricos.

Para o chefe da agência da ONU, os países devem aproveitar a calmaria do mercado para se preparar para futuras turbulências. Graziano da Silva também recomenda a busca de soluções para o problema da volatidade.

Segundo ele, se os preços vão se manter altos, é preciso aprender a lidar com a nova realidade.

Dois temas que preocupam a FAO e os países-membros são a proteção de famílias de baixa renda, e como os pequenos agricultores podem se beneficiar dos altos preços cobrados por seus produtos.

Graziano da Silva acredita que os agricultores devem reinvestir na lavoura com um conjunto de políticas apropriadas.

A reunião da Comissão sobre Segurança Alimentar deve durar até 11 de outubro.

Desafios

De acordo com a FAO, este ano deve fechar com menos 30 milhões de famintos no mundo. Mas para o chefe da agência ainda há muitos desafios.

Graziano da Silva lembrou que os países-membros podem aprender com suas próprias experiências.

Já a diretora do Programa Mundial de Alimentos, PMA , Ertharin Cousin, disse que o mundo e os 840 milhões de pessoas que estão sofrendo fome crônica dependem de decisões acertadas sobre o tema.

Nesta semana, os especialistas da FAO vão discutir segurança alimentar e a questão dos biocombustíveis e como investir em pequenos agricultores para promover nutrição e segurança alimentar no mundo.

 

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