No Malaui, 1,5 milhão de pessoas precisam receber assistência alimentar

2 outubro 2013

Programa Mundial de Alimentos e governo do país acabam de lançar operação para ajudar civis; mau tempo e comida com preços altos afetam parte da população.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O governo do Malaui e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, acabam de lançar uma operação de assistência à população que está a ser afetada pelo mau tempo e pelos altos preços alimentares.

Dados do governo apontam para cerca de 1,5 milhão de pessoas devem precisar de ajuda alimentar nos próximos meses, mas acredita-se que o número possa subir.

Reservas

O PMA diz que nesta temporada, pelo menos 21 distritos serão afetados pela fome, esperando-se que a situação mais grave ocorra em janeiro e fevereiro. Mas a agência da ONU justifica o lançamento do seu programa de apoio com o facto das reservas alimentares em várias casas já terem esgotado.

Segundo o governo malauiano, muitas famílias enfrentam um declínio de metade na produção alimentar, devido a prolongados períodos de seca.

O fator também contribuiu para um aumento de 100% no preço do milho, em comparação com o ano passado. O governo malauiano disponibiliza 25 mil toneladas de milho.

Cesta

O PMA e os seus parceiros devem oferecer aos necessitados uma cesta de alimentos com milho, leguminosas, óleo vegetal e o “Super Cereal”, uma mistura de milho e soja reforçada, usada para fazer papas nutritivas.

As pessoas mais vulneráveis também devem participar do programa de transferência de valores da agência que possibilita a compra de comida em mercados locais.

Apesar da ajuda de doadores, o PMA tem apenas um terço dos fundos financiados para a operação de socorro.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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