Prioridade é combater o HIV/Sida, declara presidente do Sudão do Sul

2 outubro 2013

Onusida indica que 9% de pessoas elegíveis tiveram acesso ao tratamento antirretroviral no ano passado; país regista cerca do dobro das mortes relacionadas com o Sida desde 2001.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU para o HIV/Sida, Onusida, alertou para a necessidade de evidar esforços especiais com vista à intensificação da resposta ao HIV no Sudão do Sul.

Em 2012, cerca de 150 mil pessoas viviam com o vírus no mais novo país do mundo. No mesmo período, menos de uma em cada 10 das pessoas elegíveis para o tratamento antirretroviral tiveram acesso à medicação.

Transmissão

Apenas 13% de gestantes a conviver com o HIV foram abrangidas pelos serviços para prevenir a sua transmissão de mãe para filho. As mortes relacionadas com o Sida quase duplicaram desde 2001, com uma subida de 6,9 mil para 13 mil casos registados no ano passado.

A população sul-sudanesa é na sua maioria composta por jovens, refere o Onusida. A agência cita estimativas do Banco Mundial, indicando que 51% da população do país tem idade inferior aos 18 anos enquanto 72% é menor de 30 anos.

Vulneráveis

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, reconheceu a necessidade de adaptar os serviços de HIV para as necessidades dos jovens, tendo apontado que se estes ficam vulneráveis,” não haverá nenhum país.”

O líder teve um encontro na capital, Juba, com o diretor adjunto da agência, Luiz Loures, a quem assegurou esforços para vencer a guerra contra o HIV como prioridade. Para Kiir, a intenção é “manter o povo seguro a todo custo.” 

Militares

O representante do Onusida falou da necessidade de abordar a prevenção com as forças militares, cuja a prevalência rondaria o dobro dos cerca de 3% do país.  Vários funcionários governamentais sul-sudaneses foram incluídos na série de contactos mantidos por Loures no país africano.

O Sudão do Sul está num período de transição após ter conquistado a independência do vizinho Sudão em 2011. O processo marcou o culminar de uma guerra civil de 30 anos, na qual morreram mais de 2,5 milhões de pessoas.

 

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