São Tomé e Príncipe: FMI quer gestão prudente antes de pleitos de 2014

30 setembro 2013

País prevê realizar eleições locais e parlamentares no próximo ano; desafios de financiamento externo ditam revisão em baixa desempenho para o próximo ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, destacou a importância “de gerir o orçamento com prudência e evitar excessos típicos de ciclos eleitorais anteriores” em São Tomé e Príncipe. O país agendou a realização de eleições locais e parlamentares para 2014.

Até finais de setembro, uma equipa do órgão avaliou a situação económica e financeira são-tomense. O grupo de especialistas pediu às autoridades que continuem atentas à execução orçamental para o resto deste ano.

Ambiente Externo

Para a preparação do projeto de orçamento do próximo ano, as autoridades foram igualmente aconselhadas a ter em conta “premissas cautelosas devido à continuação de um ambiente externo desafiador.”

Para este ano, prevê-se que São Tomé e Príncipe tenha um crescimento económico de 4%, o mesmo do ano passado. O desempenho deverá refletir a conjuntura internacional difícil, especialmente na Europa.

Para 2014, o crescimento foi revisto em baixa de 5,5% para 5%, devido às “persistentes incertezas na economia mundial e às fracas perspetivas de financiamento externo, para projetos de investimento dos setores público e privado.”

Reformas

No primeiro semestre, o cumprimento do programa apoiado pelo mecanismo de crédito do órgão, com a sigla EFC, foi positivo. O país observou os “critérios de desempenho e registou progressos nas reformas estruturais.”

A inflação anual são-tomense caiu para 6,3% em julho, prevendo-se que o valor baixe para um dígito anual caso seja mantida a  tendência atual de queda do indicador.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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