Espanha deve assumir liderança para resolver caso de desaparecidos
BR

30 setembro 2013

Apelo foi feito por Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários após concluir visita ao país europeu.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As famílias de pessoas desaparecidas durante a guerra civil na Espanha (1936-1939) e a ditadura no país receberam o apoio de especialistas das Nações Unidas, nesta segunda-feira.

Os integrantes do Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários afirmaram que a Espanha tem que assumir um papel de liderança neste processo.

Entes Queridos

O grupo encerrou uma visita ao país europeu dizendo que a Espanha precisa “se compromoter de forma mais ativa para atender a demanda de milhares de familiares que buscam o paradeiro ou saber o que aconteceu com seus entes queridos” durante os dois episódios.

Em comunicado, os especialistas da ONU disseram que “desde o retorno à democracia foram dados passos tímidos na Espanha para assegurar a verdade, a justiça e a reparação da memória frente aos desaparecimentos forçados cometidos durante a guerra civil e a ditadura.”

Barreiras

Os especialistas da ONU ressaltaram, no entanto, avanços e iniciativas na área realizadas por familiares das vítimas ou pela sociedade civil de algumas comunidades autônomas espanholas.

O grupo de trabalho reuniu-se com parentes dos desaparecidos durante a guerra civil espanhola e a ditadura. Segundo os especialistas, praticamente todos os familiares estão frustrados com as barreiras administrativas para se obter informações.

Um relatório sobre a visita dos especialistas da ONU à Espanha deverá ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em 2014.

* Apresentação: Edgard Júnior.