Acnur: “recursos para refugiados estão no limite”

30 setembro 2013

Alto comissário para Refugiados destaca fuga de mais de 1,5 milhão de sírios em 2013; cinco países africanos entre os que verificaram maior movimento de deslocados a nível global.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os fundos e os equipamentos para refugiados estão no limite, alertou esta segunda-feira o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

A agência referiu, em Genebra, que mais pessoas estão atualmente a abandonar as suas casas do que em qualquer outro período dos últimos 20 anos.

Síria

Governantes, chefes de várias agências da ONU e outros delegados estão reunidos no Comité Executivo de Alto Nível do Acnur. O encontro também discute a solidariedade com a Síria e os países anfitriões das vítimas do conflito que se estende pelo terceiro ano consecutivo.

Na ocasião, o alto comissário para Refugiados, António Guterres, disse que 1,5 milhão de pessoas deixaram o país somente neste ano. Estima-se que 7 milhões de sírios foram desalojados devido aos confrontos entre forças governamentais e da oposição.

Ameaça

Falando em inglês, Guterres disse que o impacto do conflito vai muito além da exigência de assistência humanitária aos deslocados. Para ele, o conflito não é apenas uma ameaça para a paz e a segurança em geral, mas resulta em grandes problemas estruturais para os países da região. O chefe do Acnur fala de grandes mudanças demográficas, na sequência do fluxo de refugiados, que abalam o seu tecido social e económico.

À margem da Assembleia Geral, em Nova Iorque, uma conferência discutiu apoios para refugiados e comunidades vulneráveis afetadas pela crise síria e a assistência para o maior anfitrião, o Líbano.

Compromisso

O chefe do Acnur disse que a crise da Síria, pode se estender pela região e pediu um compromisso genuíno das partes para que seja encontrada uma solução política duradoura.

António Guterres elogiou a generosidade dos países e comunidades de acolhimento de refugiados.

Atraso

Para o Acnur, além da Síria centenas de milhares de pessoas foram forçadas a deixar as casas na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Mali e na Somália.

Guterres disse que a falta de apoio financeiro provocou atrasa os esforços para prestar assistência humanitária adequada.

Os países em desenvolvimento abrigam mais de 80% da população de refugiados do mundo em geral, para a qual Guterres pediu que a comunidade internacional faça mais para compartilhar o fardo e que dê assistência.

 

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