José Maria Neves: “Desemprego domina preocupação dos cabo-verdianos”

28 setembro 2013

Na 68ª Assembleia Geral, primeiro-ministro defendeu que agenda do desenvolvimento sustentável precisa ter uma base sólida de amparo social; Cabo Verde quer também o português como língua de trabalho da ONU.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Na sua intervenção durante a 68ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou que o índice de pobreza no país foi reduzido pela metade nos últimos 10 anos.

Ao falar à plenária do órgão, neste sábado, José Maria Neves destacou, entretanto, que apesar da graduação à país de desenvolvimento médio, Cabo Verde enfrenta altos índices de desigualdade e desemprego.

Segurança Social

O primeiro-ministro também citou que o acesso a serviços e bens é insuficiente e falta muito para que a população tenha uma alta qualidade de vida.

“No concernente à agenda pós-2015, a questão do emprego domina a preocupação dos cabo-verdianos. O assunto ocupa o lugar cimeiro entre as pessoas consultadas, que identificam o emprego como essencial para alcançar o desenvolvimento econômico e humano. Outra questão gravosa tem a ver com a sustentabilidade da segurança social. Precisamos universalizar mais o sistema de previdência e temos de introduzir engenharias para o efeito, só possível com mais dinâmica econômica.”

O chefe do governo cabo-verdiano afirmou que Cabo Verde está pronto para colocar a questão da sustentabilidade econômica no centro da agenda de desenvolvimento.

Idioma

O chefe de governo destacou ainda o compromisso do país com a agenda pós-2015, em particular na luta contra a mudança climática, desnutrição e as várias formas de desigualdade.

Outro tema abordado por José Maria Neves foi a importância de ter a língua portuguesa como idioma de trabalho da ONU

“É esta uma ocasião ímpar para reafirmarmos o desejo e o empenho, enquanto país falante do português, como língua oficial na afirmação da diversidade cultural e no afã da multiculturalidade que nós é apanágio, pleitearmos a língua portuguesa, o quinto idioma mais falado do mundo, ligando Estados e povos nos cinco continentes, a uma das línguas oficiais ou de trabalho das organizações internacionais, em particular das Nações Unidas.”

Conflito Sírio

O primeiro-ministro cabo-verdiano também aproveitou a ocasião para se posicionar contra o uso de agentes químicos no conflito civil sírio.

“Contra a criminosa e inaceitável utilização de armas químicas na Síria, que temos seguido com muita atenção, e nos congratularmos com os progressos alcançados em prol do diálogo, nomeadamente a busca conjunta de soluções pacíficas, principalmente no quadro das Nações Unidas. Somos contra a utilização das armas de destruição de massa e alinhamos nas iniciativas consequentes em prol de sua erradicação.”

José Maria Neves reafirmou o compromisso de Cabo Verde em cooperar com a comunidade internacional na redução das tensões regionais e globais.

O primeiro-ministro também salientou que o país está pronto a contribuir com a criação das novas metas que vão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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