Ataque a Nairobi revela ameaça internacional de Al-Shabaab, diz enviado

24 setembro 2013

Representante do Secretário-Geral da ONU na Somália diz que fracasso internacional no apoio à Somália pode custar muito caro; forças da União Africana no país não tem helicópteros disponíveis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado do Secretário-Geral da ONU na Somália disse que o ataque terrorista deste sábado na capital queniana, Nairobi, demonstra que o grupo al-Shabab é internacional.

Pelo menos 65 pessoas foram mortas por homens armados presumivelmente pertencentes às milícias que combatem as autoridades somalis. Agências noticiosas informaram que forças de segurança continuam a fazer vasculhas no local.

Recursos Limitados

Em declarações a jornalistas, em Genebra, Nicholas Kay disse que o esforço da organização e da União Africana no país do Corno de África precisa de recursos adicionais.

Ao dar exemplo das carências, o enviado referiu que as forças da entidade africana não dispõem de nenhum helicóptero. Kay disse haver uma forte ligação entre o al-Shabab e os acontecimentos em Nairobi. As tropas quenianas defendem a área somali de Kismayu.

Pequenos Ataques

O responsável disse não haver qualquer indicação da retirada das tropas quenianas da Somália apesar do ataque, tendo lembrado outras ações similares de pequena escala do al-Shabaab no Quénia.

As necessidades urgentes mencionadas por Kay incluem veículos blindados e tropas adicionais. A força de paz da União Africana tem 17 mil tropas além do “apoio logístico de US$ 520 milhões e € 16 milhões mensais”.

Fracasso

Para melhorar a segurança, a comunidade internacional foi instada a apoiar as forças de segurança, tendo alertado que “o fracasso pode custar muito caro.”

Estima-se que o número de milícias na Somália esteja em torno de 5 mil. Para Kay, uma parte destes não está comprometida com a causa pela qual as milícias têm lutado sendo “possível reintegrá-los.”

O representante disse que algumas das lideranças al-Shabaab estão divididas e vários elementos da liderança estão sob custódia no governo federal.

 

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