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Mais de 66% de usuários em países em desenvolvimento não têm internet BR

Mais de 66% de usuários em países em desenvolvimento não têm internet

Relatório da Comissão da ONU sobre Banda Larga para o Desenvolvimento Digital apurou acesso em 160 países; Secretário-Geral diz que rede mundial de computadores é fundamental para avanços sócio-econômicos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 Um relatório das Nações Unidas sobre a penetração da internet no mundo revela que duas em cada cinco pessoas estão conectadas na rede mundial de computadores.

Mas segundo o levantamento, mais de dois terços dos moradores de países em desenvolvimento vão encerrar o ano de 2013 sem acesso à internet.

Política de Governos

O estudo da Comissão da ONU sobre Banda Larga para o Desenvolvimento Digital foi apresentado na sede da organização em Nova York.

A pesquisa, feita em 160 países, analisou preço, acesso nos lares e individuais e a política de governos para a banda larga e a tecnologia de alta velocidade.

Ao comentar o estudo, o Secretário-Geral Ban Ki-moon disse que com um mundo cada vez mais digitalizado, é preciso que o preço da banda larga seja acessível a usuários, empresas e governos em todas as partes do globo.

Prioridade

Ban disse ainda que não basta mais só estar conectado à internet, é necessário que este acesso seja feito por banda larga barata.

Já o chefe da União Internacional de Telecomunicações, Hamadoun Touré, afirmou que a banda larga tornou-se fundamental para o desenvolvimento sócio-econômico e por isso tem que ser uma prioridade inclusive nas nações mais pobres do mundo.

Pelo levantamento, a penetração da internet no mundo será de 38,8% até dezembro. E nos 49 países menos desenvolvidos, 90% das pessoas continuam sem acesso à banda larga.

Europa

As taxas de crescimento para as assinaturas do serviço de banda larga em celulares têm atingido uma média de 30% ao ano. A UIT prevê que até dezembro, haverá três vezes mais aparelhos de telefonia celular com banda larga que linhas convencionais.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que a internet pode aumentar as chances de aprendizado de qualidade para homens e mulheres, meninas e meninos. Mas segundo ela, isso só poderá acontecer com planejamento e ações.

Homens e Mulheres

Os 10 países com as maiores taxas no uso da internet estão na Europa à exceção da Nova Zelândia no oitavo lugar e do Catar no décimo.

Islândia e Noruega que estão entre os 7 países com mais acesso têm mais de 90% de seus moradores conectados.

O levantamento da ONU também analisou o acesso de homens e mulheres à rede até 2020.

A UIT confirmou que em todo o mundo, as mulheres têm menos chance de acesso à tecnologia que homens. Uma diferença que se acentua ainda mais nos países em desenvolvimento.