Novos dados expõem impacto da educação na renda e na qualidade de vida

20 setembro 2013

Estimativas preliminares de estudo da Unesco indicam que 3 milhões de meninas casadas aos 15 anos em regiões que incluem a África Subsaariana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, defende que o rendimento per capita aumentaria em 23%, até aos 40 anos, se as crianças tivessem igualdade de acesso à educação.

Dados preliminares do Relatório de Monitorização Sobre a Educação para Todos revelam, igualmente, o impacto da educação de mulheres sobre a mortalidade e o casamentos infantis, além da morte das mães. A versão finalizada do estudo deve ser lançada em janeiro de 2014.

Qualidade

A Unesco acredita que, caso todas mulheres tivessem educação primária, a mortalidade e os casamentos infantis poderiam baixar em um sexto. Por outro lado, o número das mortes maternas cairia em dois terços.

O lançamento dos dados coincidiu com a campanha de ação que apela os líderes mundiais a priorizar a educação equilibrada e de boa qualidade na agenda de desenvolvimento a ser iniciada em 2015.

Idade Eleitoral

A importância da educação é destacada no documento por capacitar as mulheres. Estima-se que 3 milhões de meninas casam-se aos 15 anos na África Subsaariana e no sul e oeste da Ásia. Outras 3,4 milhões dão à luz aos 17 anos.

Em 18 países da África Subsaariana, indivíduos com ensino primário com idade eleitoral revelaram ser 1,5 vezes mais propensos a apoiar a democracia do que os menos instruídos. O estudo refere que o nível duplica entre os que tenham concluído a instrução secundária.

 

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